BRASÍLIA – O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou nesta quinta-feira (16) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) após os Estados Unidos confirmarem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Para o ex-governador de Goiás, o governo não conseguiu negociar com Washington, enquanto o senador estaria mais preocupado com a disputa eleitoral.
O novo tarifaço foi confirmado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e entra em vigor em 22 de julho. A medida é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp
Nas redes sociais, Caiado afirmou que a sobretaxa poderá afetar a competitividade de setores como indústria, agronegócio e serviços digitais, além de provocar impactos sobre empregos e economias locais.
Ronaldo Caiado critica polarização
Em publicação nas redes sociais, Caiado afirmou que o tarifaço pode provocar prejuízos econômicos significativos e atribuiu o cenário à polarização política.
"O mais triste, Lula não tem capacidade para dialogar e o outro candidato está preocupado com a eleição, não com o Brasil. A polarização está saindo muito cara para as famílias e para o país", escreveu.
Segundo o pré-candidato, a combinação das novas tarifas com outras sobretaxas em discussão pode reduzir a competitividade de empresas brasileiras e comprometer cadeias produtivas.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Na quarta-feira (15), Ronaldo Caiado já havia criticado Flávio Bolsonaro após o senador defender, durante audiência pública nos Estados Unidos, o adiamento do tarifaço para depois das eleições brasileiras.
O ex-governador afirmou que a medida prejudicaria o agronegócio e defendeu que o Brasil responda às tarifas por meio da Lei da Reciprocidade Econômica.
"Flávio foi aos EUA implorar a Trump que adie o tarifaço até depois da eleição. Não pediu para cancelar, pediu para adiar. Para ele, o agro pode quebrar, desde que depois do voto", escreveu.
Na mesma publicação, Caiado defendeu relações comerciais equilibradas e afirmou que o país deve negociar "sem vassalagem".
Governo reage
Após o anúncio das tarifas, o governo brasileiro classificou a decisão como um "marco lastimável" nas relações entre os dois países e informou que acionará a Lei da Reciprocidade Econômica.
Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que não há justificativa para a medida e reiterou que apresentou ao USTR argumentos para contestar as alegações feitas durante a investigação.
O governo também afirmou que as críticas americanas ao Pix, à regulação das plataformas digitais e ao combate ao desmatamento são infundadas.
Divergência sobre motivação
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que Lula não negociou de boa-fé com o governo americano e atribuiu as tarifas à postura do presidente brasileiro.
Integrantes do governo federal avaliam que a decisão possui motivação política. O USTR, por sua vez, sustenta que a sobretaxa decorre exclusivamente da investigação comercial conduzida ao longo do último ano.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.