BRASÍLIA – O presidente do PT, Edinho Silva, pediu que ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuem de forma mais ativa na defesa da gestão durante a campanha eleitoral, mesmo com as restrições impostas pelo período de defeso eleitoral.
A cobrança ocorreu durante um jantar realizado na noite de terça-feira (14), na casa do ministro da Fazenda, Dario Durigan. O encontro reuniu integrantes do primeiro escalão do governo para discutir o cenário político, a elaboração do plano de governo e a atuação dos ministros durante a campanha.
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Enquanto Edinho incentiva uma postura mais ativa, o Palácio do Planalto reforçou orientações para limitar publicações nas redes sociais, por receio de que eventuais infrações à legislação eleitoral motivem ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Edinho Silva cobra ministros
Durante o encontro, Edinho Silva afirmou que é importante que cada ministro defenda publicamente as ações de sua pasta, sem ultrapassar os limites impostos pela legislação eleitoral.
Segundo relatos, o dirigente petista reforçou que os integrantes do governo precisam calibrar suas manifestações para evitar infrações, mas também não podem deixar de apresentar os resultados da gestão durante o período de campanha.
O objetivo, segundo interlocutores, é impedir que os ministros adotem uma postura excessivamente cautelosa diante das restrições do calendário eleitoral.
Planalto reforça orientações
As diretrizes foram elaboradas pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) e pela Advocacia-Geral da União (AGU), que ampliaram o monitoramento das publicações feitas por ministros nas redes sociais.
Entre as recomendações estão evitar postagens que exaltem o presidente Lula, arquivar conteúdos antigos com esse teor e não publicar novas mensagens semelhantes durante o período eleitoral.
Também foram repassadas orientações sobre horários de publicação e a proibição do uso da rede de internet do governo para conteúdos de campanha.
Temor de ações no TSE
Segundo integrantes do governo, as medidas buscam reduzir o risco de questionamentos na Justiça Eleitoral que possam resultar em ações no TSE contra a campanha de reeleição de Lula.
As restrições, entretanto, geraram insatisfação entre ministros e auxiliares do governo, que consideram as orientações excessivamente rígidas.
A avaliação da Secom e da AGU é que a adoção de critérios mais rigorosos diminui o risco de interpretações de eventual uso da máquina pública em benefício eleitoral.
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