eleições 2026

Edinho Silva cobra atuação de ministros na campanha de Lula

Presidente do PT pediu que ministros defendam ações do governo, enquanto Planalto reforça restrições para evitar ações no TSE

Ipolítica, com informações do O Globo

Atualizada em 16/07/2026 às 11h43
Edinho Silva pediu que ministros defendam o governo Lula durante a campanha, enquanto o Planalto reforça restrições por temor de ações no TSE.
Edinho Silva pediu que ministros defendam o governo Lula durante a campanha, enquanto o Planalto reforça restrições por temor de ações no TSE. (Divulgação)

BRASÍLIA – O presidente do PT, Edinho Silva, pediu que ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuem de forma mais ativa na defesa da gestão durante a campanha eleitoral, mesmo com as restrições impostas pelo período de defeso eleitoral.

A cobrança ocorreu durante um jantar realizado na noite de terça-feira (14), na casa do ministro da Fazenda, Dario Durigan. O encontro reuniu integrantes do primeiro escalão do governo para discutir o cenário político, a elaboração do plano de governo e a atuação dos ministros durante a campanha.

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Enquanto Edinho incentiva uma postura mais ativa, o Palácio do Planalto reforçou orientações para limitar publicações nas redes sociais, por receio de que eventuais infrações à legislação eleitoral motivem ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Edinho Silva cobra ministros

Durante o encontro, Edinho Silva afirmou que é importante que cada ministro defenda publicamente as ações de sua pasta, sem ultrapassar os limites impostos pela legislação eleitoral.

Segundo relatos, o dirigente petista reforçou que os integrantes do governo precisam calibrar suas manifestações para evitar infrações, mas também não podem deixar de apresentar os resultados da gestão durante o período de campanha.

O objetivo, segundo interlocutores, é impedir que os ministros adotem uma postura excessivamente cautelosa diante das restrições do calendário eleitoral.

Planalto reforça orientações

As diretrizes foram elaboradas pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) e pela Advocacia-Geral da União (AGU), que ampliaram o monitoramento das publicações feitas por ministros nas redes sociais.

Entre as recomendações estão evitar postagens que exaltem o presidente Lula, arquivar conteúdos antigos com esse teor e não publicar novas mensagens semelhantes durante o período eleitoral.

Também foram repassadas orientações sobre horários de publicação e a proibição do uso da rede de internet do governo para conteúdos de campanha.

Temor de ações no TSE

Segundo integrantes do governo, as medidas buscam reduzir o risco de questionamentos na Justiça Eleitoral que possam resultar em ações no TSE contra a campanha de reeleição de Lula.

As restrições, entretanto, geraram insatisfação entre ministros e auxiliares do governo, que consideram as orientações excessivamente rígidas.

A avaliação da Secom e da AGU é que a adoção de critérios mais rigorosos diminui o risco de interpretações de eventual uso da máquina pública em benefício eleitoral.

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