Crise na direita

Damares sai em defesa de Michelle e chama apoiadores que as atacam de ‘aloprados’

Senadora afirma que segue apoiando Flávio Bolsonaro, critica ataques entre aliados conservadores e sai em defesa de Michelle Bolsonaro após crise.

Ipolítica, com informações do g1

Damares diz que continua apoiando Flávio Bolsonaro, critica ataques entre aliados e defende Michelle Bolsonaro em meio à crise na direita.
Damares diz que continua apoiando Flávio Bolsonaro, critica ataques entre aliados e defende Michelle Bolsonaro em meio à crise na direita. (Carlos Moura/Agência Senado)

BRASIL – A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) saiu em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nesta segunda-feira (13) e classificou como "aloprados" os apoiadores que, segundo ela, promovem ataques contra mulheres conservadoras. Durante discurso no Senado, a parlamentar afirmou que permanece apoiando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, mas criticou as ofensivas direcionadas a integrantes da direita.

Segundo Damares, os ataques entre aliados prejudicam o movimento conservador e afastam parte do eleitorado. A senadora também negou que tenha rompido com Flávio Bolsonaro após anunciar que deixaria a equipe responsável pela elaboração do plano de governo do senador.

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Damares critica ataques e sai em defesa de Michelle Bolsonaro

Ao comentar a crise envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, Damares pediu que apoiadores deixem de atacar lideranças do próprio campo político.

A senadora afirmou que Michelle tem sido alvo de críticas injustas e rebateu rumores de que a ex-primeira-dama estaria organizando um novo grupo para enfraquecer a campanha de Flávio.

Segundo Damares, o grupo Imparáveis não representa a criação de um partido nem uma articulação contra o senador, mas apenas mais uma iniciativa formada por apoiadores de Michelle Bolsonaro.

Senadora diz que segue ao lado de Flávio Bolsonaro

Durante o discurso, Damares reforçou que Flávio Bolsonaro continua sendo seu pré-candidato à Presidência por ter sido escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ela explicou que sua saída da equipe responsável pelo plano de governo ocorreu porque a etapa de elaboração das propostas foi concluída, e não por divergências políticas.

A parlamentar afirmou que poderá voltar a colaborar em uma eventual fase de transição de governo, caso Flávio seja eleito.

Damares questiona origem dos ataques

A senadora também declarou acreditar que existe uma campanha organizada para atacar lideranças conservadoras, embora não tenha apresentado provas ou apontado responsáveis.

Segundo ela, as críticas têm atingido diversos integrantes da direita e prejudicam a imagem do movimento perante a população.

Entenda o contexto

Nas últimas semanas, Michelle Bolsonaro fez críticas públicas a Flávio Bolsonaro e afirmou que foi "maltratada e desrespeitada" pelo senador durante divergências sobre articulações políticas.

Após a repercussão do episódio, Damares anunciou que deixaria de contribuir com o plano de governo de Flávio, mas esclareceu que a decisão não representa rompimento político.

Os principais pontos destacados pela senadora foram:

  • Michelle Bolsonaro não está articulando um novo partido contra Flávio;
  • ela continua apoiando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro;
  • sua participação no plano de governo foi encerrada após a conclusão da etapa de elaboração das propostas;
  • os ataques entre apoiadores conservadores, segundo Damares, enfraquecem o próprio movimento político.

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