BRASÍLIA – O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) apresentou um projeto de lei que restringe a convocação para a seleção brasileira a atletas que atuam em clubes sediados no Brasil.
A proposta também impede que técnicos e integrantes da comissão técnica que trabalhem no exterior representem o país e proíbe patrocínios de casas de apostas nas seleções nacionais.
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Segundo o texto protocolado nesta quarta-feira (8), a medida busca fortalecer o futebol nacional, valorizar os clubes brasileiros e ampliar a identificação dos torcedores com a equipe.
Críticas aos jogadores
Ao defender o projeto no plenário da Câmara, Hauly criticou o desempenho recente da seleção e os atletas que atuam fora do país.
“Chega, basta dessas estrelas que vêm para a Copa do Mundo como vestais e chegam na Copa, fazem o Brasil passar vergonha”, afirmou.
O deputado também relacionou a eliminação do Brasil na Copa do Mundo ao cenário do futebol nacional. A equipe foi eliminada no último domingo (5), após perder por 2 a 1 para a Noruega. Dos 26 jogadores convocados, apenas sete atuavam em clubes brasileiros, e o técnico Carlo Ancelotti é italiano.
Seleção brasileira
Pela proposta, apenas atletas brasileiros registrados em clubes sediados no país poderão defender a seleção brasileira nas categorias masculina, feminina e de base.
A mesma regra será aplicada a treinadores, auxiliares, preparadores físicos e demais integrantes da comissão técnica.
Na justificativa, Hauly afirma que a transferência precoce de jogadores para o exterior reduziu a competitividade dos campeonatos nacionais, enfraqueceu os clubes formadores e diminuiu a identificação entre a seleção e os torcedores.
Proibição às bets
O projeto também proíbe patrocínio, publicidade, promoção, licenciamento e qualquer forma de exposição comercial de casas de apostas nas seleções brasileiras.
A vedação inclui uniformes, materiais esportivos, centros de treinamento, estádios, arenas, painéis, entrevistas, redes sociais e campanhas promocionais.
Os contratos em vigor deverão ser encerrados em até 180 dias após a eventual publicação da lei, sem possibilidade de renovação ou prorrogação.
O descumprimento poderá levar à suspensão de recursos públicos federais, incentivos fiscais, subvenções, auxílios e convênios, além de outras sanções.
Próximas etapas
A proposta ainda será encaminhada pela Mesa Diretora às comissões temáticas da Câmara.
Se for aprovada pelos deputados, seguirá para análise do Senado e, depois, dependerá de sanção presidencial.
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