BRASÍLIA – A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) voltou a defender publicamente a candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal. A declaração ocorre após o desgaste entre a parlamentar e aliados da ex-primeira-dama, provocado por críticas feitas por Kicis ao vídeo em que Michelle relata desentendimentos com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Bia afirmou que a ex-primeira-dama deve encabeçar a chapa do partido na disputa ao Senado.
"O Senado é quem precisa da Michelle, não o contrário. Esta vaga é dela", declarou.
Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp
Bia Kicis reforça apoio a Michelle
A deputada também disse que trabalha para que as duas disputem juntas as eleições pelo PL no Distrito Federal.
"Michelle Bolsonaro não precisa de mandato para ser a líder das mulheres de direita no país. E estou ao lado dela, trabalhando para que venhamos juntas, em chapa pura, como as duas candidatas do PL no DF", afirmou.
Nos últimos dias, Michelle passou a sinalizar a aliados que pode desistir da candidatura ao Senado. Diante desse cenário, integrantes do PL passaram a discutir nomes alternativos para compor a chapa majoritária no Distrito Federal.
Atritos no PL
Aliados da ex-primeira-dama interpretaram como uma "traição" as manifestações públicas de Bia Kicis após a divulgação do vídeo em que Michelle criticou Flávio Bolsonaro.
A deputada afirmou que a gravação "caiu como uma bomba" e avaliou que "a internet não é para isso".
A avaliação de integrantes do grupo de Michelle é que as declarações de Bia poderiam indicar uma tentativa de herdar o espaço político da ex-primeira-dama caso ela desistisse da disputa pelo Senado.
Cenário eleitoral
Apesar do desgaste, Bia Kicis voltou a afirmar que considera Michelle Bolsonaro a principal candidata do PL à vaga no Senado pelo Distrito Federal.
A deputada foi um dos nomes indicados pela própria ex-primeira-dama para disputar o Senado nas eleições de 2026. Além de Bia, Michelle também apoiou as pré-candidaturas de Carol de Toni (PL-SC), em Santa Catarina, e de Priscila Costa (PL-CE), no Ceará.
No caso do Ceará, porém, a articulação não avançou após o PL firmar aliança com Ciro Gomes, decisão que também passou a ser alvo de críticas de Michelle durante o processo de afastamento político de Flávio Bolsonaro.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.