BRASIL – O novo líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), afirmou nesta quarta-feira (8) que pretende atuar para reduzir a tensão entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo o senador, a reaproximação é necessária para destravar propostas prioritárias do governo que estão paradas na Casa.
Além de assumir a liderança da bancada petista, Camilo também passou a presidir a Comissão de Educação (CE), cargo anteriormente ocupado pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).
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"Vou procurar contribuir, ajudar a senadora Teresa Leitão, para que a gente possa, primeiro, neste momento, distensionar essa relação do Executivo com o Senado Federal, principalmente com o presidente Alcolumbre", declarou.
Pautas prioritárias do governo
Camilo afirmou que pretende trabalhar para que projetos considerados estratégicos pelo governo avancem no Senado. Entre eles, destacou:
- a proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1;
- a PEC da Segurança Pública;
- projetos relacionados a terras raras e minerais críticos.
Segundo o senador, essas matérias estão paradas e precisam voltar à pauta.
"A gente tem pautas importantes a serem aprovadas aqui no Senado. O fim da escala 6x1, a PEC da Segurança, que considero fundamental para o Brasil, além de projetos sobre terras raras e minerais críticos", afirmou.
Relação entre Lula e Alcolumbre
O clima entre Lula e Davi Alcolumbre se deteriorou após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Desde então, os dois ainda não voltaram a conversar. Apesar disso, Camilo disse acreditar que uma reunião poderá ocorrer nos próximos dias.
"Já conversei com o presidente Lula várias vezes e acredito que, em breve, eles estarão conversando. É importante distensionar essa relação para destravar várias pautas importantes aqui no Senado", declarou.
Camilo também comenta homeschooling
Durante entrevista, Camilo Santana também afirmou ser contrário à aceleração da tramitação do projeto que regulamenta o homeschooling no Brasil.
A proposta, defendida pelo senador Magno Malta (PL-ES), prevê a autorização da educação domiciliar no país. Atualmente, essa modalidade não é permitida pela legislação brasileira.
O novo presidente da Comissão de Educação afirmou que pretende ampliar o debate antes de qualquer avanço.
"Tenho minha posição particular, que é contrária. Mas respeito as diferenças entre os senadores para que possamos aprofundar melhor esse debate", disse.
Camilo argumentou ainda que o modelo não se mostra adequado à realidade brasileira.
"Esse modelo não se sustenta em lugar nenhum no mundo. São realidades diferentes, especialmente em um país em desenvolvimento como o Brasil", concluiu.
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