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Moraes manda Exército entregar armas de Bolsonaro à PF

Após a defesa informar que oito armas estão sob custódia do Exército, Moraes determinou que o armamento seja entregue à Polícia Federal

Ipolítica, com informações do g1

Atualizada em 06/07/2026 às 12h40
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armas de Bolsonaro, Alexandre de Moraes, Polícia Federal, Exército, STF (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

BRASÍLIA – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Exército entregue à Polícia Federal, no prazo de 48 horas, oito armas do ex-presidente Jair Bolsonaro que estão sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. A decisão foi tomada neste domingo (5), após a defesa do ex-presidente informar a localização do armamento.

Na última sexta-feira (3), Moraes havia determinado a entrega de dez armas vinculadas ao ex-presidente ao manter a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro. Em resposta, os advogados informaram que duas delas já haviam sido entregues à Polícia Federal em abril de 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto as outras oito permaneciam sob guarda do Exército.

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Armas de Bolsonaro

Após receber as informações da defesa, Moraes determinou que o comando do Batalhão de Polícia do Exército entregue as oito armas à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, responsável pela apreensão e guarda do material.

Em relação às outras duas armas, o ministro ordenou que a Polícia Federal confirme a posse dos equipamentos e faça a vinculação deles ao processo de execução penal do ex-presidente.

Entre as oito armas que deverão ser entregues estão pistolas, fuzis e espingardas de uso permitido e de uso restrito. As outras duas — uma carabina/fuzil Caracal calibre 5,56 e uma pistola Caracal calibre 9 mm — já estão sob custódia da Polícia Federal desde abril de 2023.

Decisão do STF

A entrega das armas foi determinada por Moraes ao manter Bolsonaro em prisão domiciliar. Embora tenha concluído que a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente, realizada em junho, não configurou falta grave suficiente para revogar o benefício, o ministro entendeu que a manutenção de armas de fogo em nome de Bolsonaro é incompatível com sua condição de condenado em execução penal.

Na mesma decisão, Moraes acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e revogou o Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), além do porte de arma do ex-presidente.

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