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Flávio Bolsonaro reage a fala de Lula e diz que presidente quer tarifaço dos EUA

Flávio Bolsonaro rebateu críticas de Lula, negou defender tarifas contra produtos brasileiros e voltou a pedir que os EUA adiem a medida

Ipolítica, com informações do g1

Atualizada em 03/07/2026 às 09h31
Flávio Bolsonaro rebate Lula, nega defender tarifas dos EUA contra o Brasil e pede adiamento da medida.
Flávio Bolsonaro rebate Lula, nega defender tarifas dos EUA contra o Brasil e pede adiamento da medida. (Reprodução/TV Globo)

BRASÍLIA – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu nesta quinta-feira (2) às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atribuiu à família Bolsonaro a possível imposição de uma tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em resposta, o parlamentar afirmou que Lula é "o único que quer o tarifaço" e negou defender a adoção da medida.

A troca de acusações ocorre após Flávio enviar um documento ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) pedindo que a eventual cobrança da tarifa seja adiada por 180 dias, para depois das eleições presidenciais de 2026.

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Flávio Bolsonaro responde

Em publicação na rede social X, Flávio afirmou que o governo federal não negociou com os Estados Unidos e tentou transformar o tema em um discurso político.

"Lula é o único que quer o tarifaço contra produtos brasileiros. Provocou, esbravejou, não negociou e fez lobby a favor do PCC e do Comando Vermelho para que não fossem classificados como terroristas", escreveu.

O senador também disse que defendeu o sistema de pagamentos Pix durante reunião com o presidente Donald Trump e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

Segundo Flávio, ele retornará aos Estados Unidos na próxima semana para reforçar o pedido de que as tarifas não sejam aplicadas aos produtos brasileiros.

Críticas de Lula

Mais cedo, Lula afirmou que o Brasil "não está à venda" e criticou o pedido feito por Flávio ao governo norte-americano para adiar a aplicação das tarifas.

Para o presidente, a possibilidade de novas taxas sobre produtos brasileiros tem origem em articulações da família Bolsonaro. Lula classificou a carta enviada pelo senador aos Estados Unidos como "mais uma atitude de traidores da pátria".

O presidente também afirmou que não existe justificativa para a adoção das tarifas, nem antes nem depois das eleições.

Pedido aos Estados Unidos

No documento enviado ao USTR, Flávio Bolsonaro argumenta que a aplicação imediata da tarifa pode beneficiar politicamente Lula em um ano eleitoral.

Por isso, o senador solicitou que a eventual cobrança seja adiada por 180 dias. Segundo ele, a medida evitaria prejuízos às empresas brasileiras durante o período eleitoral.

O governo brasileiro, por sua vez, tem contestado a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos e afirma que não há fundamento para a adoção de novas tarifas contra produtos do país.

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