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Rafael Cardoso
Rafael Cardoso é jornalista do Grupo Mirante. É correspondente em Brasília (DF).
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Como votaram os deputados maranhenses sobre a urgência para PL da Misoginia na Câmara Federal

Projeto de Lei endurece as penas para crimes considerados de ódio contra as mulheres. Quatro deputados maranhenses votaram contra

Rafael Cardoso/Ipolítica

Como votaram os deputados maranhenses na urgência do PL da Misoginia, projeto que endurece penas para crimes de ódio contra mulheres.
Como votaram os deputados maranhenses na urgência do PL da Misoginia, projeto que endurece penas para crimes de ódio contra mulheres. (Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

BRASÍLIA – A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (1º), o requerimento de urgência para o projeto de lei que criminaliza a misoginia. O texto propõe tornar crime a incitação à violência contra a mulher e estabelece penas de 2 a 5 anos de prisão para injúria por condição de mulher, equiparando a punição à da injúria racial.

A aprovação da urgência, que recebeu 293 votos favoráveis e 158 contrários no total, significa que a proposta terá sua tramitação acelerada, podendo ser votada diretamente no plenário sem a necessidade de passar por comissões especiais. O termo misoginia é definido como o ódio ou a aversão às mulheres.

Entre os deputados federais do Maranhão, a maioria posicionou-se a favor da celeridade do projeto. Confira abaixo o voto de cada parlamentar maranhense:

Votaram SIM (A favor da urgência):

- Aluisio Mendes (Republicanos)
- Amanda Gentil (PP)
- Cleber Verde (MDB)
- Duarte Jr. (Avante)
- Hildo Rocha (MDB)
- Juscelino Filho (PSDB)
- Márcio Jerry (PCdoB)
- Marreca Filho (PRD)
- Pedro Lucas Fernandes (União Brasil)
- Rubens Pereira Junior (PT)

Votaram NÃO (Contra a urgência): 

- Detinha (PL)
- Josimar Maranhãozinho (PL)
- Josivaldo JP (União Brasil)
- Pastor Gil (PL)

Abstenção:
- Márcio Honaiser (Solidariedade)

Ausentes:
- Andre Fufuca (PP)
- Fabio Macedo (Podemos)
- Junior Lourenço (MDB)

Próximos passos

Com a urgência aprovada, o projeto agora aguarda para ser incluído na ordem do dia pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A relatora da proposta na Câmara é a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que apreciou o projeto - já aprovado no Senado e de autoria da deputada maranhense Ana Paula Lobato (PDT). Portanto, se o texto for aprovado pelo plenário da Câmara, seguirá para a sanção presidencial;

Além da prisão, o projeto prevê medidas como a suspensão de contas em redes sociais para crimes cometidos na internet.


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