Testeira Copa
pix

Brasil rebate críticas dos EUA ao PIX e defende decisões do STF

Brasil respondeu à investigação comercial dos EUA, defendeu o PIX e afirmou que decisões do STF não criam barreiras ao comércio

Ipolítica, com informações do g1

Brasil responde à investigação comercial dos EUA, defende o PIX e afirma que decisões do STF não prejudicam empresas americanas.
Brasil responde à investigação comercial dos EUA, defende o PIX e afirma que decisões do STF não prejudicam empresas americanas. (Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

BRASÍLIA – O Brasil enviou ao governo dos Estados Unidos a resposta oficial à investigação comercial que acusa o país de adotar práticas consideradas prejudiciais às empresas americanas. No documento, protocolado nesta quarta-feira (1º), o governo brasileiro rejeita as críticas ao PIX, defende decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirma que Washington não comprovou prejuízos ao comércio dos Estados Unidos.

A manifestação, assinada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, responde à investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp 

Brasil contesta investigação

Segundo o governo, a investigação não demonstra que políticas brasileiras tenham imposto barreiras ou restrições ao comércio americano.

O documento afirma que os Estados Unidos utilizam a apuração para questionar decisões de política interna do Brasil, e não práticas comerciais discriminatórias.

Além disso, destaca que a relação comercial entre os dois países permanece favorável aos norte-americanos, que registraram superávit no comércio de bens com o Brasil em 2024.

Defesa do STF

Em um dos capítulos da resposta, o governo rebate críticas feitas às decisões do STF envolvendo plataformas digitais e redes sociais.

Segundo o documento, as determinações judiciais ocorreram em processos regulares relacionados à integridade eleitoral, investigações criminais e proteção de direitos fundamentais.

O governo também sustenta que a legislação brasileira é aplicada de forma igual a empresas nacionais e estrangeiras, sem criar tratamento diferenciado para companhias americanas.

PIX não favorece empresas brasileiras

Outro ponto contestado pelo Brasil diz respeito ao PIX.

O governo americano argumenta que o Banco Central favoreceria o sistema de pagamentos instantâneos em detrimento de empresas privadas dos Estados Unidos.

Na resposta, o governo brasileiro afirma que o PIX é uma infraestrutura pública aberta à participação de instituições nacionais e estrangeiras que cumpram os requisitos técnicos.

O documento cita empresas como Google Pay Brasil e Visa entre as participantes do sistema e argumenta que o PIX ampliou a concorrência, reduziu custos e estimulou a inovação no setor de pagamentos.

Além disso, o governo compara o sistema brasileiro ao FedNow, plataforma de pagamentos instantâneos operada pelo banco central dos Estados Unidos, afirmando que a atuação de uma autoridade monetária nesse tipo de serviço não caracteriza prática comercial desleal.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.