JUSTIÇA MILITAR

STM rejeita recurso de Bolsonaro para afastar relator em processo sobre patente militar

Plenário manteve decisão da presidente do STM e negou pedido da defesa do ex-presidente para afastar ministro do julgamento.

Ipolítica, cmo informações do g1

STM rejeita recurso de Bolsonaro para afastar relator de processo que pode resultar na perda de sua patente militar.
STM rejeita recurso de Bolsonaro para afastar relator de processo que pode resultar na perda de sua patente militar. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

BRASIL – O Superior Tribunal Militar (STM) rejeitou nesta quarta-feira (24) o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para afastar o ministro tenente-brigadeiro do ar Joseli Parente Camelo da relatoria do processo que pode resultar na perda de sua patente de capitão reformado do Exército.

A decisão foi tomada pelo plenário da Corte, que manteve o entendimento da presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha. Ela já havia negado o pedido por considerar a solicitação da defesa manifestamente improcedente.

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O julgamento desta quarta-feira analisou apenas o pedido de afastamento do relator. O mérito do processo sobre a eventual perda da patente militar de Bolsonaro ainda não foi apreciado pelo tribunal.

Processo avalia permanência de Bolsonaro no oficialato

O caso integra os procedimentos de declaração de indignidade ou incompatibilidade para o oficialato, mecanismo utilizado para avaliar se militares condenados pela Justiça mantêm as condições necessárias para permanecer vinculados às Forças Armadas.

Segundo o STM, esse tipo de processo não reexamina a condenação criminal já imposta ao militar. A análise se concentra na compatibilidade da conduta com valores exigidos da carreira, como honra, decoro da classe e pundonor militar.

O procedimento foi instaurado após a condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão, decisão que abriu caminho para a análise da manutenção ou não de sua patente militar.

Atualmente, o ex-presidente cumpre pena em regime de prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo STF em razão de seu estado de saúde.

Caso de Almir Garnier também foi analisado

Na mesma sessão, o STM apreciou um recurso apresentado pela defesa do almirante de esquadra da reserva Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha durante o governo Bolsonaro.

Os ministros acolheram parcialmente o pedido e autorizaram a produção de algumas provas requeridas pela defesa, entre elas a oitiva de testemunhas e a apresentação de registros funcionais de desempenho do militar pelo Comando da Marinha.

O processo de Garnier também está relacionado à análise de permanência no oficialato após condenação judicial.

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