BRASIL – O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta sexta-feira (19) que nunca teve proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Durante agenda política no Recife (PE), o pré-candidato à Presidência da República também voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), classificando a Corte como um “poder incendiário”.
A declaração ocorre em meio à repercussão das investigações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que mantém ligações com integrantes da família Bolsonaro e é alvo de apurações da Polícia Federal.
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Em entrevista à rádio CBN Recife, Zema disse que seu relacionamento político foi mais próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período em que governou Minas Gerais.
“Com o senador Flávio Bolsonaro eu não tive muito contato. Estive mais próximo do Bolsonaro porque fui governador enquanto ele era presidente e o apoiei em 2022”, declarou.
Zema reforça críticas ao STF
Durante a entrevista, Zema voltou a direcionar críticas aos ministros do STF. Segundo ele, a Corte perdeu o papel moderador que exercia no passado e passou a ampliar os conflitos políticos no país.
“O Supremo tinha respeito no passado. Recentemente se transformou num poder incendiário, está jogando gasolina no incêndio”, afirmou.
O ex-governador também repetiu críticas já feitas anteriormente ao defender uma renovação no Senado Federal.
Relação com Flávio Bolsonaro voltou ao debate
A fala de Zema acontece após declarações recentes em que ele criticou Flávio Bolsonaro por sua relação com Daniel Vorcaro.
Em maio, vieram à tona informações de que o banqueiro ajudou a financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. As negociações teriam contado com a participação direta do senador. Posteriormente, a divulgação de um áudio em que Flávio cobrava recursos para o projeto ampliou a repercussão do caso.
Na ocasião, Zema afirmou que a situação era “imperdoável” e declarou que não seria coerente criticar práticas atribuídas ao governo federal e adotar comportamentos semelhantes.
Investigação envolvendo Jaques Wagner também foi comentada
Outro tema abordado pelo pré-candidato foi a investigação da Polícia Federal envolvendo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
A PF apura suspeitas de que o parlamentar teria recebido vantagens em troca de apoio a medidas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional. O senador nega qualquer irregularidade.
Ao comentar o caso, Zema afirmou que o Brasil não pode tolerar práticas que considera incompatíveis com a ética pública e voltou a defender maior rigor no combate à corrupção.
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