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Zema diz que nunca foi próximo de Flávio Bolsonaro e volta a atacar o STF

Pré-candidato à Presidência cumpriu agenda no Recife, criticou ministros do Supremo e comentou investigações envolvendo aliados políticos.

Ipolítica, com informações do g1

Atualizada em 19/06/2026 às 16h51
Romeu Zema afirma que nunca foi próximo de Flávio Bolsonaro, critica o STF e comenta investigações sobre aliados políticos.
Romeu Zema afirma que nunca foi próximo de Flávio Bolsonaro, critica o STF e comenta investigações sobre aliados políticos. (Brenno Carvalho / Agência O Globo)

BRASIL – O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta sexta-feira (19) que nunca teve proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Durante agenda política no Recife (PE), o pré-candidato à Presidência da República também voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), classificando a Corte como um “poder incendiário”.

A declaração ocorre em meio à repercussão das investigações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que mantém ligações com integrantes da família Bolsonaro e é alvo de apurações da Polícia Federal.

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Em entrevista à rádio CBN Recife, Zema disse que seu relacionamento político foi mais próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período em que governou Minas Gerais.

Com o senador Flávio Bolsonaro eu não tive muito contato. Estive mais próximo do Bolsonaro porque fui governador enquanto ele era presidente e o apoiei em 2022”, declarou.

Zema reforça críticas ao STF

Durante a entrevista, Zema voltou a direcionar críticas aos ministros do STF. Segundo ele, a Corte perdeu o papel moderador que exercia no passado e passou a ampliar os conflitos políticos no país.

O Supremo tinha respeito no passado. Recentemente se transformou num poder incendiário, está jogando gasolina no incêndio”, afirmou.

O ex-governador também repetiu críticas já feitas anteriormente ao defender uma renovação no Senado Federal.

Relação com Flávio Bolsonaro voltou ao debate

A fala de Zema acontece após declarações recentes em que ele criticou Flávio Bolsonaro por sua relação com Daniel Vorcaro.

Em maio, vieram à tona informações de que o banqueiro ajudou a financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. As negociações teriam contado com a participação direta do senador. Posteriormente, a divulgação de um áudio em que Flávio cobrava recursos para o projeto ampliou a repercussão do caso.

Na ocasião, Zema afirmou que a situação era “imperdoável” e declarou que não seria coerente criticar práticas atribuídas ao governo federal e adotar comportamentos semelhantes.

Investigação envolvendo Jaques Wagner também foi comentada

Outro tema abordado pelo pré-candidato foi a investigação da Polícia Federal envolvendo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

A PF apura suspeitas de que o parlamentar teria recebido vantagens em troca de apoio a medidas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional. O senador nega qualquer irregularidade.

Ao comentar o caso, Zema afirmou que o Brasil não pode tolerar práticas que considera incompatíveis com a ética pública e voltou a defender maior rigor no combate à corrupção.

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