CONGRESSO NACIONAL

Sessão do Congresso é cancelada por falta de acordo entre lideranças

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adiou votação de vetos presidenciais e projetos orçamentários após impasse entre governo e oposição.

Ipolítica, com informações da Agência Senado

Sessão do Congresso é cancelada após falta de acordo entre lideranças. Vetos presidenciais e projetos orçamentários serão analisados em nova data.
Sessão do Congresso é cancelada após falta de acordo entre lideranças. Vetos presidenciais e projetos orçamentários serão analisados em nova data. (Celso Moura/Agência Senado)

BRASIL – A sessão do Congresso Nacional prevista para esta quinta-feira (18) foi cancelada por falta de acordo entre as lideranças partidárias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O anúncio foi feito pelo presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que informou a convocação de uma nova sessão antes do início do recesso parlamentar.

A sessão do Congresso tinha como principal objetivo analisar dezenas de vetos presidenciais pendentes, além de projetos de lei que autorizam a abertura de créditos adicionais no Orçamento da União de 2026. Segundo Alcolumbre, apesar da tentativa de reduzir a pauta, não houve consenso suficiente para garantir a votação dos itens previstos.

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Impasse impediu votação de vetos e projetos

De acordo com o presidente do Congresso, a pauta original incluía 65 vetos presidenciais e cinco Projetos de Lei do Congresso Nacional (PLNs). Mesmo após a redução do número de matérias, as divergências entre governo e oposição permaneceram.

Atualmente, aguardam deliberação dos parlamentares:

  • 95 vetos presidenciais;
  • 922 dispositivos prontos para votação;
  • 11 Projetos de Lei do Congresso Nacional (PLNs);
  • Seis projetos já encaminhados à Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Segundo Davi Alcolumbre, ainda havia elevado grau de divergência entre as lideranças, especialmente em relação à construção de acordos para a cédula de votação.

Não teve entendimento, muitas polêmicas. Vou convocar uma nova sessão do Congresso com os temas mais importantes para o Parlamento e para o governo”, afirmou.

Nova sessão deve ocorrer antes do recesso

Davi Alcolumbre informou que pretende realizar uma nova sessão do Congresso em até 15 dias. A intenção é dividir a análise dos vetos em até três sessões, facilitando a construção de consensos entre os partidos.

O presidente do Senado também anunciou que solicitará reuniões periódicas entre os líderes partidários das duas Casas nas próximas semanas para acelerar as negociações.

Governo defendia retirada de pautas com impacto fiscal

Na véspera da sessão, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), já havia indicado que matérias com impacto fiscal não seriam apreciadas nesta etapa.

Entre os temas que poderiam ficar de fora estavam:

  • Reajustes salariais;
  • Matérias relacionadas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO);
  • Propostas consideradas mais polêmicas, como o licenciamento ambiental.

Segundo Randolfe, sessões destinadas à análise de vetos dependem de acordos entre governo e oposição para avançarem.

Oposição concordou com adiamento

O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou concordar com o cancelamento da sessão. Para ele, ainda existem pontos de divergência que precisam ser discutidos diretamente entre representantes do governo e da oposição.

O parlamentar defendeu mais diálogo para viabilizar acordos sobre matérias consideradas prioritárias e evitar novos impasses nas próximas sessões do Congresso.

Vetos seguem pendentes de análise

Com o adiamento, a análise dos vetos presidenciais e dos projetos orçamentários permanece pendente. A expectativa é que as lideranças utilizem as próximas semanas para negociar os principais pontos de divergência e construir um acordo que permita a votação antes do recesso parlamentar de julho.

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