operação compliance zero

Operação contra Jaques Wagner repercute entre aliados e oposição

Parlamentares comentaram ação da PF que teve o líder do governo no Senado como alvo da 9ª fase da Compliance Zero

Ipolítica, com informações do g1

Jaques Wagner recebeu manifestações de apoio e críticas após ser alvo da nova fase da Operação Compliance Zero.
Jaques Wagner recebeu manifestações de apoio e críticas após ser alvo da nova fase da Operação Compliance Zero. (Andressa Anholete/Agência Senado)

BRASÍLIA – A operação da Polícia Federal que teve Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero repercutiu entre aliados e adversários políticos nesta quinta-feira (18).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou solidariedade ao parlamentar e afirmou que Jaques Wagner tem direito à presunção de inocência durante o andamento das investigações.

Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp

Solidariedade de Alcolumbre

Durante discurso, Alcolumbre afirmou que ninguém pode ser considerado culpado antes da conclusão definitiva de um processo judicial.

“A operação desta quinta, um colega nosso que respeitamos, que teve legitimidade do voto popular. Precisamos entender que ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado”, declarou.

O presidente do Senado também criticou julgamentos antecipados pela opinião pública.

“Um homem público, quando sofre uma operação, ele já está condenado para a opinião pública. Esse mantra de que todo mundo é culpado antes que se prove o contrário está errado no Brasil. Minha solidariedade integral a um colega senador da República”, afirmou.

Críticas da oposição

Entre os oposicionistas, a operação foi usada para reforçar críticas ao governo e às investigações envolvendo o Banco Master.

O senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, destacou o avanço das investigações e citou informações atribuídas ao inquérito conduzido pela Polícia Federal.

“[A investigação] avançou contra o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, o senador do PT da Bahia, o berço do Master”, afirmou.

Já o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, disse que os fatos investigados estão vindo à tona.

“O tempo vai passando, e a verdade vai aparecendo. Hoje, a Polícia Federal, por determinação do ministro André Mendonça, deflagrou uma operação que teve como alvo o senador Jaques Wagner”, declarou.

Defesa no PT

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, saiu em defesa de Jaques Wagner e afirmou confiar na inocência do senador.

“O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master. A sociedade tem o direito de saber a verdade”, afirmou.

Edinho acrescentou que acredita que o parlamentar esclarecerá os fatos investigados.

“Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que o Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência”, declarou.

Troca de acusações

O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, também comentou a operação e associou o caso à relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes da família Bolsonaro.

Segundo ele, a tentativa de vincular igualmente diferentes grupos políticos ao escândalo não encontra respaldo nos fatos investigados.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional. Além de Jaques Wagner, a ação teve como alvo o empresário Augusto Ferreira Lima, ligado ao Banco Master.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.