BRASIL – O governo dos Estados Unidos saiu em defesa de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) após a condenação do ex-deputado federal pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota divulgada nesta quinta-feira (18), o Departamento de Estado norte-americano classificou a decisão como parte de um suposto processo de perseguição política contra adversários do governo brasileiro.
Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. Segundo a decisão, ele teria articulado junto ao governo dos Estados Unidos a adoção de sanções contra ministros do STF.
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A manifestação do governo norte-americano foi atribuída a um porta-voz do Departamento de Estado e divulgada inicialmente pela agência Reuters. O órgão é comandado pelo secretário de Estado Marco Rubio.
Governo dos EUA critica condenação
Na nota, o Departamento de Estado afirmou que a sentença contra Eduardo Bolsonaro representa mais um episódio de “lawfare”, termo utilizado para definir o uso do sistema judicial com finalidade política.
“O mais recente episódio em um padrão de perseguição e guerra jurídica por parte dos tribunais brasileiros contra sua oposição política”, declarou o órgão.
O comunicado acrescenta que disputas políticas devem ser resolvidas por meio do processo democrático.
“Os debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas e não por condenações”, conclui a nota.
Trump também comentou o caso
A condenação de Eduardo Bolsonaro também foi mencionada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Cúpula do G7 realizada nesta semana.
Ao comentar o episódio, Trump afirmou ter recebido informações sobre a prisão de um integrante da família Bolsonaro. Durante a declaração, no entanto, o presidente norte-americano confundiu Eduardo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Segundo Trump, o Brasil vive um cenário político conturbado e sensível.
Relação entre Brasil e Estados Unidos
A manifestação do Departamento de Estado ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington. Recentemente, Marco Rubio retirou o Brasil de uma lista de aliados estratégicos dos Estados Unidos na América Latina e fez críticas ao cenário político brasileiro.
Apesar das declarações, o governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre a nota divulgada pelos norte-americanos.
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