MEI

Ministro da Fazenda diz que governo vai propor aumento do limite do MEI

Em audiência na Câmara, ministro Durigan não informou, porém, qual será proposta de ampliação do limite atual de faturamento.

Informacões do g1

Dario Durigan é ministro fda Fazenda
Dario Durigan é ministro fda Fazenda (Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda)

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo vai propor o aumento dos limites de enquadramento do microempreendedor individual. Entretanto, ele não citou valores.

Durante audiência pública nas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, ele disse que também será proposta que o microempreendedor possa contratar mais um funcionário.

Ministro falou sobre a proposta na Câmara

"Nós vamos aumentar o limite do MEI junto com o Congresso Nacional, atendendo a um pleito que tem. O MEI vai ter o limite ampliado podendo ter essa contratação de mais um funcionário", disse Durigan, na Câmara dos Deputados.

Pelas regras atuais, os microempreendedores podem contratar até um empregado, e devem ter um faturamento anual de até R$ 81 mil.

Projeto foi aprovado no Senado

O projeto de lei 108, de 2021, que já foi aprovado pelo Senado e está em análise agora na Câmara, propõe o aumento do limite do MEI de R$ 81 mil para até R$ 130 mil por ano, permitindo, também, a contratação de mais um funcionário.

Esse projeto, porém, foi listado pela equipe econômica entre as chamadas "pautas-bomba", ou seja, projetos de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação.

Essa seria a principal pauta-bomba citada pelo governo federal, com impacto de perda de R$ 50 bilhões por ano em arrecadação federal, de um total de R$ 111 bilhões em nove projetos.

Outros países

Em 2022, o auditor Fernando Mombelli, da Receita Federal, afirmou na Câmara dos Deputados que a correção dos limites do Simples, como propõe, levaria a um aumento da renúncia de arrecadação em R$ 66 bilhões.

Mombelli também citou o exemplo de outros países com regimes favorecidos para micro e pequenas empresas e seus limites.

  • Brasil = US$ 1 milhão (quase R$ 5 milhões);
  • Canada = US$ 22,5 mil;
  • Israel = US$ 26,5 mil;
  • Portugal = US$ 11 mil;
  • Coreia do Sul = US$ 48 mil e
  • Reino Unido = US$ 104 mil.

 

Estudos apontam que a desoneração oferecida aos microepreendedores individuais como uma da fonte importante de desequilíbrio nas contas públicas brasileiras - que apresenta rombos seguidos, com exceção em 2022 (por mudanças legais), desde 2014.

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