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STF julga nesta terça processo contra Eduardo Bolsonaro

Primeira Turma do STF vai decidir se ex-deputado será condenado por atuação ligada ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

STF julga processo contra Eduardo Bolsonaro por atuação relacionada ao tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.
STF julga processo contra Eduardo Bolsonaro por atuação relacionada ao tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. (Mário Agra / Câmara dos Deputados)

BRASÍLIA – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira (16) se Eduardo Bolsonaro será condenado pelo crime de coação no curso do processo relacionado à trama golpista. O julgamento está previsto para começar às 14h.

O caso trata da atuação atribuída a Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos para incentivar medidas como o tarifaço contra exportações brasileiras, além de sanções contra integrantes do governo federal e ministros do Supremo.

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Julgamento na Primeira Turma

A sessão será aberta com a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. Em seguida, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentará a acusação.

A defesa será realizada pela Defensoria Pública da União (DPU). Após as manifestações das partes, os ministros votarão pela condenação ou absolvição do ex-deputado.

Além de Moraes, participam do julgamento os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

A Primeira Turma está atualmente com quatro integrantes. A quinta cadeira permanece vaga desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso e da posterior transferência de Luiz Fux para a Segunda Turma.

Acusação da PGR

Em novembro do ano passado, o STF recebeu a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo a acusação, Eduardo Bolsonaro teria utilizado entrevistas e publicações em redes sociais para pressionar o Supremo e tentar evitar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.

Para a PGR, as ações atribuídas ao ex-deputado contribuíram para a adoção de medidas que causaram prejuízos às exportações brasileiras.

A procuradoria também pediu que o Supremo fixe um valor de reparação pelos danos econômicos supostamente causados pelas condutas investigadas.

Argumentos da defesa

Durante a tramitação do processo, Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital. Como ele não foi localizado nem apresentou advogado particular, a defesa passou a ser exercida pela DPU.

Nas manifestações encaminhadas ao STF, a Defensoria defendeu a anulação do processo e argumentou que Moraes não deveria participar do julgamento por ter sido alvo de medidas mencionadas na denúncia.

O órgão também sustentou que um ministro da Segunda Turma deveria ser convocado para completar o colegiado, já que a Primeira Turma conta atualmente com apenas quatro integrantes.

Possível condenação

O crime de coação no curso do processo prevê pena de um a quatro anos de prisão, podendo haver aumento conforme circunstâncias avaliadas pelo Judiciário.

A decisão que será tomada pela Primeira Turma definirá se o ex-deputado responderá criminalmente pelos fatos apontados pela Procuradoria-Geral da República.

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