SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Toffoli vota por prazo de 60 dias para big techs adequarem regras definidas pelo STF

Ministro defendeu período de adaptação para plataformas implementarem medidas contra conteúdos ilegais e manterem representantes legais no Brasil.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Toffoli vota por prazo de 60 dias para big techs implementarem regras definidas pelo STF sobre responsabilização por conteúdos ilegais.
Toffoli vota por prazo de 60 dias para big techs implementarem regras definidas pelo STF sobre responsabilização por conteúdos ilegais. (Gustavo Moreno / STF)

BRASIL – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (11) pela concessão de um prazo de 60 dias para que as big techs implementem as medidas determinadas pela Corte após a decisão que ampliou a responsabilização das plataformas por conteúdos ilegais publicados por usuários.

O voto foi apresentado durante o julgamento dos recursos protocolados por empresas de tecnologia contra a decisão do STF que reconheceu a responsabilidade das plataformas em relação a determinadas publicações feitas em redes sociais e serviços digitais.

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Toffoli defende prazo para adequação das big techs

Relator de uma das ações, Toffoli propôs a criação de um marco temporal para a aplicação das novas regras e considerou razoável conceder dois meses para que as empresas realizem os ajustes necessários.

Segundo o ministro, o prazo permitirá a implementação das obrigações estruturais estabelecidas pela Corte.

Prazo esse que considero razoável e mais que suficiente para a ultimação das providências pertinentes e eventuais ajustes”, afirmou.

Quais medidas deverão ser adotadas

Entre as exigências que deverão ser implementadas pelas plataformas estão:

  • Proibição de conteúdos relacionados à exploração e abuso sexual;
  • Restrição a vídeos que contenham violência física;
  • Combate a conteúdos que incentivem comportamentos capazes de causar danos à saúde física ou mental de crianças e adolescentes;
  • Manutenção de representante legal no Brasil para receber notificações e intimações judiciais.

Marco temporal da decisão

Toffoli também votou para reafirmar que as regras valem para casos futuros e defendeu que o marco temporal da decisão seja 27 de junho de 2025, data da publicação da ata do julgamento que reconheceu a responsabilização das plataformas.

Para o ministro, é necessário estabelecer de forma expressa quando os efeitos da decisão passam a produzir resultados jurídicos.

Julgamento continua no STF

Após o voto de Toffoli, o plenário iniciou a análise dos demais ministros. Ainda faltam nove votos para a conclusão do julgamento.

Os recursos foram apresentados por empresas como Facebook e Google, que pedem esclarecimentos sobre a aplicação da decisão e defendem um período de adaptação para cumprimento das novas obrigações.

As plataformas também solicitaram que as regras só entrem em vigor após o trânsito em julgado da decisão do Supremo.

O julgamento segue sem data definida para conclusão.

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