BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (10) um conjunto de medidas voltadas à proteção ambiental, à recuperação de áreas degradadas e ao enfrentamento das mudanças climáticas. As iniciativas foram apresentadas durante cerimônia no Palácio do Planalto em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente.
Entre as ações anunciadas estão a criação de novas unidades de conservação, a ampliação de áreas já protegidas, a sanção da Política Nacional para Recuperação da Caatinga e a simplificação do acesso a recursos destinados ao combate de incêndios florestais.
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Combate às queimadas
Durante o evento, Lula afirmou que o governo está adotando medidas preventivas diante da previsão de um novo fenômeno El Niño, que pode aumentar o risco de eventos climáticos extremos e queimadas em diversas regiões do país.
Segundo o presidente, a estratégia de proteção ambiental inclui reforço das ações de monitoramento e preparação antecipada para enfrentar possíveis impactos climáticos.
“Pela primeira vez, a gente está saindo na frente, na luta para combater as possíveis queimadas que virão, porque a perspectiva é de que o El Niño vai ser muito violento”, declarou.
Novas áreas protegidas
Entre os atos assinados pelo presidente está a criação do Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e da Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará.
Também foram ampliados os parques nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades, ambos localizados no Piauí.
De acordo com o governo federal, as medidas fortalecem a proteção ambiental de ecossistemas considerados estratégicos e ampliam a área coberta pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação.
Queda do desmatamento
Durante a cerimônia, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou a redução do desmatamento registrada em diferentes biomas brasileiros.
Segundo ele, a queda chegou a 50% na Amazônia, 32% no Cerrado e 63% no Pantanal.
O ministro afirmou que os resultados refletem a retomada das políticas ambientais e o fortalecimento dos órgãos responsáveis pela fiscalização e preservação dos recursos naturais.
Recursos para recuperação de florestas
O governo também anunciou investimentos de R$ 2 bilhões destinados a ações do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Além disso, foram formalizados financiamentos de R$ 834 milhões do Fundo Clima para projetos de recuperação da vegetação nativa. Os recursos serão administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, os investimentos devem estimular novas parcerias e ampliar a recuperação de áreas degradadas, fortalecendo a proteção ambiental e a restauração de florestas em diferentes regiões do país.
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