BRASIL – O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), voltou a criticar nesta quarta-feira (10) a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o Banco Master. Apesar das críticas, Zema manteve o discurso de união da direita para uma eventual disputa de segundo turno contra a esquerda.
Em entrevistas concedidas a veículos de comunicação do interior de São Paulo, o político afirmou que não concorda com a aproximação de agentes públicos com Vorcaro, a quem voltou a chamar de “bandido”.
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Zema diz ter se sentido traído
Ao comentar o caso, Zema afirmou que o Partido Novo foi surpreendido pelas revelações envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
“Quem se aproxima de bandido você não pode estar concordando. Qualquer um que se aproxima dele, eu vou ter a mesma posição”, declarou.
Segundo o ex-governador, integrantes do Novo receberam anteriormente a garantia de que Flávio não possuía ligação com o empresário.
“Se alguém foi traído nessa história, foi o Novo”, afirmou.
Apoio em eventual segundo turno
Apesar das críticas, Zema reiterou que apoiaria um candidato da direita em uma eventual disputa de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O pré-candidato comparou o cenário brasileiro ao modelo observado em outros países e defendeu a união do campo conservador após a primeira fase da eleição.
“Nós, da direita, vamos estar todos juntos no segundo turno contra a esquerda”, disse.
Caso Master continua no centro do debate
As declarações de Zema ocorrem após a repercussão de reportagens que apontam a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Entre os episódios citados está a cobrança de patrocínio para o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ex-governador também voltou a associar o empresário às investigações do caso Master e criticou pessoas que mantiveram relações próximas com ele.
Zema minimiza desempenho em pesquisa
Questionado sobre a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, que o coloca com 2% das intenções de voto, Zema afirmou que ainda é cedo para avaliar o cenário eleitoral.
Segundo ele, a população ainda não está focada na disputa presidencial e o quadro pode mudar com o avanço da campanha e dos debates.
Ao final das entrevistas, o político descartou a possibilidade de disputar a eleição como vice de outros pré-candidatos da direita, como Ronaldo Caiado (PSD) ou Flávio Bolsonaro.
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