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TSE adia julgamento sobre suspensão de pesquisa eleitoral

Análise foi interrompida após pedido de vista, com placar favorável à manutenção da decisão que suspendeu levantamento

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

TSE adia julgamento sobre pesquisa eleitoral da AtlasIntel após pedido de vista da ministra Estela Aranha.
TSE adia julgamento sobre pesquisa eleitoral da AtlasIntel após pedido de vista da ministra Estela Aranha. (Divulgação/TSE)

BRASÍLIA – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou nesta terça-feira (9) o julgamento que analisa a suspensão de uma pesquisa eleitoral divulgada pelo instituto AtlasIntel. A análise foi interrompida após um pedido de vista da ministra Estela Aranha.

Até o momento, o placar está em 1 a 0 pela manutenção da decisão que suspendeu a divulgação do levantamento. Ainda não há data definida para a retomada do julgamento. 

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Decisão individual

Na segunda-feira (8), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da pesquisa eleitoral ao entender que o questionário aplicado aos entrevistados poderia ter influenciado as respostas dos eleitores.

O levantamento, divulgado em maio, apontou queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

A decisão atendeu a um pedido apresentado pelo PL, que questionou a metodologia utilizada pelo instituto e a inclusão de perguntas relacionadas ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Julgamento no plenário

Durante a sessão desta terça-feira, Kassio Nunes Marques reafirmou seu entendimento e defendeu a manutenção da suspensão da pesquisa eleitoral.

Segundo o ministro, há indícios de que a sequência de perguntas apresentadas aos entrevistados possa ter ultrapassado os limites de uma simples aferição de opinião pública.

Após o voto do relator, a ministra Estela Aranha pediu mais tempo para analisar o caso, suspendendo temporariamente a deliberação do plenário.

Debate sobre metodologia

Representando a AtlasIntel, o advogado Gualter Rafael Maciel Bezerra afirmou que o partido não apontou descumprimento das regras eleitorais para realização de pesquisas e questionou a contestação da metodologia adotada.

Já a advogada Maria Claudia Bucchianeri, que atuou em defesa do PL, sustentou que o levantamento apresentou falhas ao não disponibilizar integralmente o material utilizado durante as entrevistas.

Discussão sobre uso de áudios e vídeos

Durante o julgamento, o ministro Dias Toffoli levantou questionamentos sobre a utilização de áudios e vídeos em levantamentos de intenção de voto.

Segundo ele, a decisão do TSE poderá estabelecer parâmetros para futuras pesquisas eleitorais durante a campanha deste ano.

Toffoli afirmou que a Corte precisará definir os limites entre a coleta legítima de opiniões e situações que possam induzir respostas dos entrevistados, tema que deverá continuar sendo debatido quando o julgamento for retomado.

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