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Comissão aprova projeto para reforçar combate à exploração sexual infantil

Projeto destina recursos de fundos federais para ampliar ações de combate à exploração sexual infantil em todo o país

Ipolítica, com informações da Agência Câmara

Comissão da Câmara aprova projeto que destina recursos federais ao combate da exploração sexual infantil.
Comissão da Câmara aprova projeto que destina recursos federais ao combate da exploração sexual infantil. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

BRASÍLIA – A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que fortalece a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e à exploração sexual infantil, prevendo apoio técnico e financeiro da União para estados, Distrito Federal e municípios.

Pela proposta, as ações serão financiadas com recursos de fundos federais, como o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), o Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) e o Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente.

Ações prioritárias

O texto estabelece que as políticas de enfrentamento à exploração sexual infantil deverão priorizar medidas como:

  • fortalecimento de programas de saúde e assistência social;
  • produção de materiais educativos sobre vínculos afetivos e proteção de crianças;
  • combate a práticas e comportamentos que favoreçam a violência sexual;
  • capacitação permanente de profissionais da educação;
  • divulgação obrigatória dos canais de denúncia no período de matrícula escolar;
  • reorganização do sistema de garantia de direitos;
  • criação de protocolos nacionais de acolhimento às vítimas;
  • enfrentamento da violência sexual no ambiente digital e em instituições.

A comissão aprovou um substitutivo apresentado pela relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), ao Projeto de Lei 4043/25, de autoria da deputada Ana Paula Leão (PP-MG), e ao PL 6196/25, que tramita em conjunto.

Próximas etapas

Segundo a relatora, apesar das normas e políticas públicas já existentes, o sistema atual ainda não é suficiente para garantir a proteção integral de crianças e adolescentes.

Rogéria Santos também retirou do texto a obrigatoriedade de inclusão do tema nos currículos escolares, argumentando que alterações dessa natureza devem seguir as diretrizes próprias da área educacional.

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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