BRASÍLIA – A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e CV como organizações terroristas, que passa a valer nesta sexta-feira (5), acendeu um alerta no governo brasileiro.
Diplomatas e integrantes da área de segurança acompanham os próximos passos da administração de Donald Trump e trabalham com três cenários possíveis para os efeitos da medida.
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Três cenários
O primeiro é considerado o mais brando: a classificação teria um efeito mais político e simbólico, funcionando como um gesto sem desdobramentos práticos relevantes.
O segundo cenário tem como referência a Venezuela. Integrantes do governo lembram que, em outros casos, a administração Trump ampliou o enfrentamento ao narcotráfico com apreensão de ativos, bloqueios e até ações contra embarcações apontadas pelos americanos como ligadas ao crime organizado.
O terceiro é o que mais preocupa parte do governo brasileiro. O temor é que a classificação do PCC e CV abra caminho para medidas financeiras contra pessoas, empresas ou estruturas suspeitas de dar suporte econômico a organizações criminosas.
Um diplomata resumiu a preocupação da seguinte forma: "O receio não é a decisão de hoje. O receio é o que ela pode autorizar amanhã."
Diálogo com os EUA
Por causa desse cenário, o governo brasileiro intensificou a interlocução com autoridades americanas e busca canais de diálogo para entender quais serão os efeitos concretos da medida.
A avaliação é que, diferentemente da guerra tarifária, o tema envolve segurança, sistema financeiro e soberania nacional e, por isso, pode produzir consequências mais complexas.
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