Tramitação

PEC da escala 6x1 não irá diretamente para o Plenário do Senado, diz Davi

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre afirmou que precisa ser discutida pelo Senado antes de ir à votação.

Agência Senado

Davi Alcolumbre lembrou que proposta tramitou por 5 meses na Câmara e disse que Senado vai discutir matéria de forma ampla
Davi Alcolumbre lembrou que proposta tramitou por 5 meses na Câmara e disse que Senado vai discutir matéria de forma ampla (Celso Moura/Agência Senado)

BRASÍLIA - A proposta de emenda à constituição que acaba com a escala 6x1 (PEC 221/2019) não será analisada diretamente pelo Plenário do Senado e terá de passar pelas comissões da Casa. A informação foi dada nesta terça-feira (2) pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

“Essa proposta vai ter que tramitar nas comissões”, declarou ele.

Davi ressaltou que o Senado precisa discutir o texto, e não apenas “carimbar” uma proposição que foi discutida durante cinco meses na Câmara dos Deputados (onde a matéria foi aprovada no dia 27 de maio).

Escala 6x1

A PEC acaba com a escala 6x1, hoje definida em 44 horas semanais de trabalho, com seis dias trabalhados e um dia de folga. E estabelece a jornada máxima de trabalho de 40 horas semanais, permitindo aos trabalhadores dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados (escala 5x2).

“Eu espero muito que, nesse debate, nós possamos, à altura do Senado Federal, da Casa da Federação, promover um aperfeiçoamento nesse texto. (...) Seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto com essa importância, se os senadores pudessem debater um assunto dessa envergadura com calma, sem açodamento, sem pressa”, disse Davi ao responder a um questionamento do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

O presidente do Senado informou que a tramitação da PEC será discutida em reunião na próxima semana com os líderes partidários e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA).

Davi também destacou que o Senado precisa ouvir todos os setores envolvidos para analisar a proposta com profundidade.

“Eu quero que a gente fique com a maturidade institucional, com o dever cívico, com a nossa consciência, e que cada um tenha o discernimento da importância da votação dessa matéria. Não pode uma rede social, um ou outro ator cobrar do Senado que a matéria chegue de manhã e que a gente vote de tarde”, declarou ele.

Críticas e polarização

O presidente do Senado lembrou que foi ofendido em uma sessão do Congresso Nacional por não ter lido o requerimento de criação da CPMI [Comissão Parlamentar Mista de Inquérito] do Banco Master. Ele lembrou que o caso envolvendo essa instituição financeira já está sendo investigado pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pela Justiça.

“Está todo mundo investigando isso. Querem abrir mais uma CPI para fazer palanque eleitoral. Esse é o problema”.

Davi também criticou a polarização política e frisou que o futuro do país não se resume às eleições ou à disputa entre os partidos.

“Este país está em eleição desde a última eleição. Quando a gente fala de Brasil, a pessoa fala de eleição. Quando a gente fala de país, fala de partido. Quando a gente fala de futuro, quer saber o que vai acontecer no dia 4 de outubro. Não é possível isso que está acontecendo com o Brasil!”, finalizou.

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