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Lula diz que Brasil buscará novos parceiros para reduzir impactos de tarifas dos EUA

Presidente afirmou que governo vai ampliar relações comerciais e criticou medidas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Lula afirma que Brasil buscará novos parceiros comerciais para reduzir impactos das tarifas propostas pelos Estados Unidos.
Lula afirma que Brasil buscará novos parceiros comerciais para reduzir impactos das tarifas propostas pelos Estados Unidos. (Ricardo Stuckert / PR)

BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil vai ampliar a busca por novos parceiros comerciais para reduzir os impactos das medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. A declaração foi feita durante reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

Segundo Lula, o governo pretende diversificar mercados e fortalecer relações econômicas com outros países caso as restrições comerciais norte-americanas sejam efetivadas.

Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, declarou.

Governo reage a proposta de tarifa dos EUA

A fala do presidente ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugerir a aplicação de tarifas de 25% sobre parte das importações brasileiras.

O relatório é resultado de uma investigação aberta durante o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos.

Entre os argumentos apresentados pelo órgão está a alegação de que o Pix prejudicaria empresas dos Estados Unidos que atuam no setor de pagamentos eletrônicos.

Lula confirma participação no G7

Durante a reunião, Lula informou que participará do encontro do G7, previsto para ocorrer neste mês na França, após convite do presidente francês Emmanuel Macron.

O presidente brasileiro afirmou que pretende defender o fortalecimento do multilateralismo e das instituições internacionais.

Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, declarou.

Brasil terá prazo para contestar medidas

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a proposta norte-americana pode atingir cerca de 21% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos.

O governo brasileiro e empresas afetadas terão até 15 de julho para apresentar manifestações sobre o relatório da USTR antes da possível adoção das chamadas medidas corretivas.

Presidente diz ter sido surpreendido

Lula afirmou que a decisão dos Estados Unidos foi recebida com surpresa pelo governo brasileiro, destacando que havia uma negociação em andamento entre os dois países.

Segundo o presidente, durante encontro realizado na Casa Branca em maio, foi estabelecido um prazo de 30 dias para avançar nas discussões comerciais bilaterais.

Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, afirmou.

O governo brasileiro mantém a expectativa de negociar alternativas para minimizar os impactos das medidas e ampliar a rede de novos parceiros comerciais em outros mercados internacionais.

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