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Flávio Bolsonaro diz que pediu a Trump fim de tarifa sobre produtos brasileiros

Pré-candidato à Presidência afirmou que solicitou ao governo dos Estados Unidos a suspensão da taxação e responsabilizou Lula pela crise comercial.

Ipolítica, com informações do g1

Flávio Bolsonaro afirma que pediu a Donald Trump para não taxar produtos brasileiros e critica política externa do governo Lula.
Flávio Bolsonaro afirma que pediu a Donald Trump para não taxar produtos brasileiros e critica política externa do governo Lula. (TV Globo)

BRASIL - O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (3) que espera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atenda ao seu pedido para que não seja aplicada uma nova tarifa sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.

A declaração foi feita durante o 1º Fórum Abastece Brasil, realizado na Central de Abastecimento (Ceasa), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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Senador atribui medida ao governo Lula

Durante o evento, Flávio responsabilizou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo agravamento das relações comerciais com os Estados Unidos e pela possibilidade de aplicação da tarifa sobre produtos brasileiros.

Essa taxa, essa tarifa, é do Lula. É por causa do seu comportamento de agressão aos Estados Unidos que as empresas brasileiras podem acabar sendo penalizadas. E, mais uma vez, eu enviei uma carta para o governo americano pedindo que não houvesse mais essa tarifação. Vamos aguardar que ele atenda ao meu anseio”, declarou.

Investigação comercial motivou proposta

A proposta de taxação surgiu após uma investigação comercial aberta pelos Estados Unidos em 2025. O governo norte-americano concluiu que algumas políticas adotadas pelo Brasil estariam impondo restrições ao comércio bilateral.

Entre os pontos citados pelas autoridades americanas estão:

  • O sistema de pagamentos Pix;
  • Políticas de combate ao desmatamento ilegal;
  • Regras para plataformas digitais;
  • Proteção à propriedade intelectual;
  • Medidas anticorrupção.

Com base nessa avaliação, o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. A medida ainda depende da conclusão de etapas legais e consultas públicas antes de eventual implementação.

Críticas à aproximação com a China

Ao comentar o cenário internacional, Flávio Bolsonaro criticou a condução da política externa brasileira e afirmou que o governo federal tem priorizado a relação com a China em detrimento dos Estados Unidos.

O presidente da República tem que sentar com os Estados Unidos, tem que sentar com a China, tem que sentar com todo mundo pensando no que é melhor para o povo brasileiro”, afirmou.

Pré-candidato também defende agronegócio e infraestrutura

Além do debate sobre a tarifa sobre produtos brasileiros, Flávio abordou temas ligados à economia e ao agronegócio.

O senador defendeu:

  • Ampliação de investimentos em infraestrutura;
  • Melhoria da logística nacional;
  • Fiscalização de concessões rodoviárias;
  • Redução da carga tributária sobre alimentos;
  • Maior oferta de crédito para produtores rurais;
  • Combate mais rigoroso às facções criminosas.

Segundo ele, o fortalecimento do agronegócio e a redução dos custos logísticos são medidas fundamentais para aumentar a competitividade da economia brasileira.

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