BRASIL - Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresentou uma nova versão de sua proposta de delação premiada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O material foi entregue durante reunião realizada na última segunda-feira (1º), em Brasília, após a rejeição da primeira proposta apresentada pelo banqueiro.
Segundo informações obtidas pela TV Globo, a defesa de Vorcaro encaminhou ainda um adendo ao documento na terça-feira (2). Uma nova reunião entre as partes estava prevista para esta quarta-feira (3), mas foi cancelada para que investigadores tenham mais tempo para analisar o conteúdo entregue.
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A nova tentativa de acordo ocorre após a PF rejeitar, em maio, a primeira versão da delação premiada. Na ocasião, investigadores avaliaram que o material trazia poucas informações inéditas em relação ao que já havia sido apurado e que o banqueiro estaria evitando comprometer pessoas próximas.
PF e PGR analisam nova proposta de delação
As negociações seguem sendo conduzidas de forma conjunta pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
De acordo com investigadores, a expectativa é que a nova proposta apresente informações mais consistentes e elementos capazes de contribuir para o avanço das investigações relacionadas ao caso Master.
A Polícia Federal já apreendeu mais de oito celulares de Daniel Vorcaro. As análises iniciais dos aparelhos indicaram que o esquema investigado pode envolver não apenas fraudes financeiras, mas também suspeitas de corrupção, organização criminosa e utilização de uma estrutura paralela para obtenção de informações sigilosas e ataques a adversários.
Negociação envolve devolução bilionária
Segundo informações divulgadas anteriormente pelo blog do jornalista Valdo Cruz, a negociação da delação tem como ponto central a devolução de recursos e a comprovação de atos praticados por autoridades eventualmente citadas pelo banqueiro.
Interlocutores de Vorcaro afirmaram que ele concordou em elevar de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões o valor a ser devolvido caso a colaboração premiada seja formalizada.
Apesar da rejeição inicial da PF, a Procuradoria-Geral da República optou por manter as tratativas em andamento. A própria defesa do banqueiro considera que ainda existe possibilidade de avanço nas negociações.
Prisão e investigação
Daniel Vorcaro permanece sob custódia da Polícia Federal em Brasília. Em maio, ele foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF, onde passou a seguir as regras internas da corporação para visitas e atendimento jurídico.
Antes disso, o banqueiro estava alojado em uma sala com características de Estado-Maior, modelo semelhante ao utilizado para custodiar autoridades.
O interesse em firmar um acordo de delação premiada foi formalizado em março deste ano, quando a defesa procurou a Polícia Federal e assinou o termo de confidencialidade que abriu caminho para as negociações.
Agora, a expectativa é pela conclusão da análise da nova proposta apresentada à PF e à PGR, que decidirão se o material atende aos requisitos necessários para a continuidade do acordo de colaboração.
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