não resolveu

Lula deixa Amazonas sem acordo sobre palanque do PT em 2026

PT lançou Marcelo Ramos ao Senado, mas candidatura ainda enfrenta resistência de aliados de Omar Aziz e Eduardo Braga no Amazonas

Ipolítica, com informações do g1

Lula deixou Amazonas sem definição sobre candidatura do PT ao Senado na chapa de aliados para 2026
Lula deixou Amazonas sem definição sobre candidatura do PT ao Senado na chapa de aliados para 2026 (Ricardo Stuckert / PR)

BRASÍLIA – A passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Amazonas não resolveu o impasse envolvendo a candidatura do ex-deputado federal Marcelo Ramos ao Senado Federal nas eleições de 2026.

O PT lançou oficialmente Ramos como pré-candidato ao Senado, mas o movimento não foi alinhado com o senador Omar Aziz (PSD), pré-candidato ao governo do Amazonas, nem com o senador Eduardo Braga (MDB), apontado como favorito à reeleição.

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Viagem ao Amazonas

Lula esteve em Manaus entre terça-feira (26) e quarta-feira (27), cumprindo agendas oficiais ligadas a investimentos federais, entregas do programa Minha Casa, Minha Vida e visitas a estaleiros.

Na noite de terça, Omar Aziz e Eduardo Braga ofereceram um jantar ao presidente com a presença de prefeitos, parlamentares, empresários, sindicalistas e lideranças religiosas.

Segundo os senadores, não houve discussão sobre a entrada de Marcelo Ramos na chapa majoritária.

“Não tratamos nada sobre política com o presidente. Foi uma confraternização. Estamos aqui para inaugurar obras. Em nenhum momento [Lula] puxou esse assunto”, afirmou Omar Aziz.

Resistência à chapa

Eduardo Braga também negou qualquer negociação envolvendo a composição eleitoral.

“O MDB é um partido que tem dimensão, tem capilaridade, estou liderando pesquisas no meu estado. Eu apoio o presidente Lula desde 98. Portanto, a minha questão com Lula não passa pelo PT”, declarou.

Marcelo Ramos confirmou que Lula não fez articulações políticas durante a viagem para garantir espaço ao PT na chapa ao Senado.

“Não teve nenhuma conversa com o presidente Lula em nenhum dos eventos, privados ou públicos. Ele não fez gestos eleitorais a ninguém”, disse.

PT mantém candidatura

Apesar da resistência, Marcelo Ramos afirmou que o PT mantém a decisão de disputar uma vaga ao Senado.

Segundo ele, o partido considera definida a composição com Omar Aziz ao governo e duas candidaturas ao Senado.

“Para nós do PT, está muito resolvido. O senador Omar é nosso candidato a governador, o MDB decidiu ter um candidato a senador e o PT decidiu ter um candidato a senador”, afirmou.

Ramos acrescentou que o partido deseja manter Eduardo Braga na aliança, mas que a decisão dependerá do MDB.

Aliados criticam movimento

Aliados de Omar Aziz e Eduardo Braga avaliam que o PT tenta “forçar” a entrada de um nome na chapa sem ter participado da construção política do grupo nos últimos anos.

Esses interlocutores também apontam a baixa presença do PT no Amazonas diante do crescimento do bolsonarismo no estado.

Segundo relatos de participantes do jantar com Lula, apenas cerca de dez dos mais de 300 convidados eram filiados ao PT.

Cenário eleitoral

Outro argumento utilizado por aliados de Aziz e Braga é que o PT já poderá ganhar espaço no Senado caso Omar Aziz seja eleito governador.

Isso porque a suplente do senador é Cheila Moreira, filiada ao PT.

O deputado federal Jilmar Tatto, coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT, reconheceu dificuldades para o partido no Amazonas, mas reafirmou apoio à candidatura de Marcelo Ramos.

“A nossa posição é essa chapa: Omar Aziz, Eduardo Braga e Marcelo Ramos”, afirmou.

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