Comissão de Direitos Humanos do Senado irá ao Maranhão em junho para acompanhar caso Samara Dutra
Senadoras Eliziane Gama, Damares Alves e Roberta Acioly foram designadas para participar da agenda, marcada para o dia 11 de junho na Defensoria Pública do Maranhão.
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (26), a realização de uma diligência no Maranhão para acompanhar o caso da jovem Samara Regina Dutra, de 19 anos.
A atividade está marcada para o dia 11 de junho, às 11h30, na sede da Defensoria Pública do Estado do Maranhão, na Avenida Júnior Coimbra, no bairro Renascença II.
Para a diligência, a comissão aprovou os nomes das senadoras Eliziane Gama (PT do Maranhão), Damares Alves (Republicanos do Distrito Federal) e Roberta Acioly (Republicanos de Roraima), que devem acompanhar de perto os desdobramentos do caso que ganhou repercussão nacional após denúncias de tortura e violência contra a jovem maranhense.
A diligência tem como objetivo reunir informações sobre as investigações, ouvir instituições envolvidas na assistência à vítima e acompanhar as medidas adotadas para garantir a responsabilização dos envolvidos e a proteção dos direitos de Samara.
Relembre o caso
O caso veio à tona após Samara Regina Dutra denunciar ter sido submetida a sessões de tortura, agressões físicas, ameaças dentro da residência onde trabalhava, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, no dia 17 de abril deste ano. Na época dos fatos, a jovem estava grávida de aproximadamente cinco meses.
Segundo as investigações e o relato da vítima, ela foi acusada pela então patroa, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de ter furtado um anel da residência. Após o desaparecimento do objeto, Samara teria sido obrigada a procurar a joia por horas.
De acordo com o depoimento de Samara, ela foi colocada de joelhos, puxada pelos cabelos, agredida com socos e ameaçada com uma arma de fogo. A vítima relatou que chegou a acreditar que não sairia viva do local. Mesmo após o anel ser encontrado em um cesto de roupas, as agressões teriam continuado.
A repercussão do caso levou à prisão dos dois investigados, sendo um deles o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, que também teria participado da tortura.
Após as agressões, Samara também informou ter sofrido sequelas físicas, incluindo perda parcial da audição, além dos impactos psicológicos decorrentes da violência.
As opiniões, crenças e posicionamentos expostos em artigos e/ou textos de opinião não representam a posição do Imirante.com. A responsabilidade pelas publicações destes restringe-se aos respectivos autores.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.