Após votação na Câmara

Avanço da PEC do 6x1 no Senado depende de relator, diz Weverton

Senador afirmou que andamento da proposta dependerá do ambiente político e da escolha da relatoria na CCJ.

Ipolítica, com informações do Canal UOL

Senador Weverton Rocha afirmou que tramitação da PEC do fim da escala 6x1 dependerá do relator escolhido no Senado.
Senador Weverton Rocha afirmou que tramitação da PEC do fim da escala 6x1 dependerá do relator escolhido no Senado. (Waldemir Barreto/Agência Senado)

BRASÍLIA – O senador Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou que a tramitação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado dependerá diretamente do parlamentar escolhido para relatar a proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Vice-líder do governo no Senado, Weverton disse que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou que pretende seguir o rito normal de tramitação antes da análise em plenário.

Segundo o senador, a escolha da relatoria será decisiva para a velocidade de andamento da proposta.

Vai depender de quem é que vai relatar o projeto. Se entregar para alguém que claramente é contra o projeto, ele vai sentar em cima. Se for alguém comprometido com a pauta, na semana que vem eu apresento e já fica pronto para votar”, afirmou.

As declarações de Weverton ocorreram durante entrevista ao programa 'UOL News', do Canal UOL.

Senador diz que tramitação depende do ambiente político

Durante a entrevista, Weverton afirmou que não acredita em interferência direta de Alcolumbre na escolha do relator da proposta.

Para o parlamentar, o avanço da PEC do fim da escala 6x1 dependerá principalmente das articulações políticas dentro do Senado e da disposição dos senadores em discutir o tema.

Isso vai depender muito de como os colegas senadores estão conversando e também do ambiente político”, declarou.

O senador também afirmou que o cronograma da tramitação costuma ficar concentrado nas mãos do relator, responsável por elaborar e apresentar o parecer sobre a matéria.

Proposta prevê redução gradual da jornada

Ao comentar o conteúdo da proposta, Weverton explicou que o texto aprovado na Câmara estabelece uma transição gradual para redução da carga horária semanal.

Segundo ele, a proposta prevê:

  • redução de 44 para 42 horas semanais após 60 dias da promulgação;
  • redução para 40 horas após um ano;
  • aplicação automática para empresas enquadradas no regime CLT abaixo de determinado porte;
  • implementação sem necessidade de acordo coletivo.

O parlamentar defendeu que a redução da jornada acompanha mudanças econômicas e tecnológicas registradas nas últimas décadas.

Weverton compara debate atual à Constituinte de 1988

Durante a entrevista, Weverton Rocha também comparou a discussão sobre a jornada de trabalho ao debate realizado durante a Constituição de 1988.

Segundo ele, setores empresariais afirmavam, na época, que a redução da carga horária de 48 para 44 horas semanais poderia provocar impactos negativos na economia brasileira.

O empresariado dizia que o Brasil iria quebrar. De lá para cá tivemos evolução tecnológica, evolução dos parques industriais e outras mudanças importantes”, afirmou o senador.

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