maioridade penal

CCJ da Câmara adia votação da PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

Parlamentares favoráveis e contrários à proposta divergiram sobre impactos da medida na segurança pública durante sessão da comissão nesta quarta-feira.

Ipolítica, com informações do g1

CCJ da Câmara adiou votação da PEC que reduz a maioridade penal para 16 anos após pedido de vista coletiva.
CCJ da Câmara adiou votação da PEC que reduz a maioridade penal para 16 anos após pedido de vista coletiva. (Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

BRASIL - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou nesta quarta-feira (27) a votação da PEC que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

A análise da proposta foi suspensa após parlamentares apresentarem pedido de vista coletiva, mecanismo que concede mais tempo para avaliação do texto antes da votação. Com isso, a discussão deve ser retomada na próxima semana.

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Deputados divergem sobre redução da maioridade penal

Durante a sessão, deputados favoráveis e contrários à PEC divergiram sobre os impactos da medida na segurança pública.

O deputado Henrique Vieira criticou a proposta e afirmou que não há evidências de que a redução da maioridade penal diminua os índices de violência no país.

Já o deputado Aluísio Mendes defendeu a mudança e argumentou que jovens de 16 anos têm consciência dos próprios atos.

Segundo ele, a população brasileira apoia a redução da maioridade penal.

PEC também altera regras eleitorais

Além da redução da maioridade penal, a proposta prevê mudanças nas regras eleitorais brasileiras.

O texto estabelece:

  • voto obrigatório a partir dos 16 anos;
  • redução da idade mínima para presidente e senador de 35 para 30 anos;
  • redução da idade mínima para governador de 30 para 25 anos;
  • candidatura a deputado, prefeito e vereador a partir dos 18 anos.

Proposta ainda precisa avançar na Câmara

A PEC da redução da maioridade penal foi apresentada em 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota.

Caso seja aprovada na CCJ, a proposta seguirá para uma comissão especial antes de ser analisada pelo plenário da Câmara.

Para avançar, o texto precisará do apoio de pelo menos 308 deputados em dois turnos de votação. Depois disso, ainda deverá passar pelo Senado Federal.

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