BRASIL - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defendeu nesta terça-feira (26) uma “solução conjunta a quatro mãos” para socorrer o Banco de Brasília (BRB) após os impactos financeiros provocados pelas operações envolvendo o Banco Master. Segundo o parlamentar, o fechamento ou paralisação das atividades da instituição financeira pública poderia gerar reflexos negativos para todo o sistema financeiro nacional.
Durante entrevista à CNN Brasil, Motta afirmou que tem conversado com integrantes do governo federal e com a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, em busca de alternativas para garantir a continuidade das operações do BRB.
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“O momento exige diálogo e institucionalidade. Não é bom para o país que um banco público como o BRB deixe de operar”, afirmou o presidente da Câmara.
Governo do DF busca recursos
O Governo do Distrito Federal estima a necessidade de um aporte de cerca de R$ 8 bilhões para cobrir o rombo gerado pelas transações com o Banco Master. Sem recursos próprios suficientes, a gestão distrital tenta viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e instituições financeiras.
A estratégia depende de um aval da União para oferecer maior segurança aos credores e possibilitar condições mais favoráveis de financiamento, como prazos maiores e juros reduzidos.
Segundo Motta, a articulação política deve ficar em segundo plano diante da necessidade de preservação do sistema financeiro.
Críticas indiretas ao governo federal
Na entrevista, Hugo Motta também fez uma crítica indireta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao mencionar a dificuldade da governadora do DF em obter uma reunião para tratar da situação do BRB.
O parlamentar afirmou que questões eleitorais e disputas partidárias não devem interferir na busca por uma solução para a crise financeira enfrentada pelo banco público.
Operações com o Banco Master
A crise no BRB ganhou força após operações financeiras envolvendo o Banco Master, que geraram impactos bilionários nas contas da instituição pública do Distrito Federal.
O governo local tenta evitar o agravamento da situação financeira enquanto busca apoio político e econômico para manter a estabilidade do banco.
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