BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira (25) um tratamento preventivo de radioterapia superficial no couro cabeludo após a retirada de um câncer de pele realizada em abril deste ano.
A informação foi divulgada pelo Hospital Sírio-Libanês, que classificou o procedimento como complementar e afirmou que o presidente poderá manter normalmente a rotina de trabalho durante o tratamento.
Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp
Segundo a equipe médica, a radioterapia preventiva não deve provocar efeitos colaterais e será feita em 15 sessões. Lula realizou a primeira aplicação na unidade do hospital em Brasília.
Lula seguirá tratamento preventivo
De acordo com o boletim médico, o tratamento foi indicado após a retirada de um carcinoma basocelular no couro cabeludo, procedimento realizado em abril na unidade do Sírio-Libanês em São Paulo.
Os médicos afirmam que a lesão era localizada e não apresentava sinais de disseminação para outras partes do corpo.
Na ocasião, a dermatologista Cristina Abdala explicou que o carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele relacionado à exposição contínua ao sol.
“É uma lesão localizada, não espalha para nenhum lugar. O máximo que pode acontecer é ficarem aparecendo pequenas feridas”, afirmou a médica.
O cardiologista Roberto Kalil Filho também destacou que a retirada era necessária para impedir o crescimento da lesão.
“Quando cresce, a gente precisa retirar, porque senão continua crescendo, não cicatriza, sangra”, disse.
Radioterapia não altera agenda presidencial
Segundo o hospital, Lula poderá manter a agenda oficial durante o período de tratamento. O presidente precisará retornar regularmente à unidade médica para concluir as 14 sessões restantes da radioterapia preventiva.
A equipe médica informou ainda que não houve necessidade de nova biópsia, já que os exames realizados anteriormente indicaram que a lesão retirada era localizada.
Lula também tratou queratose neste ano
Em fevereiro, Lula já havia passado por um procedimento dermatológico para tratar uma queratose, alteração causada por distúrbios no processo de queratinização da pele.
Na época, a intervenção foi realizada em São Paulo e durou pouco mais de um minuto.
Especialistas explicam que a queratose provoca alterações na camada superficial da pele e pode estar associada à exposição solar prolongada.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.