STF

Cármen Lúcia vota contra flexibilização da Lei da Ficha Limpa

Ministra Cármen Lúcia, do STF, afirmou que mudanças aprovadas pelo Congresso representam retrocesso e ferem princípios da moralidade pública

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Cármen Lúcia vota para derrubar mudanças na Lei da Ficha Limpa aprovadas pelo Congresso Nacional
Cármen Lúcia vota para derrubar mudanças na Lei da Ficha Limpa aprovadas pelo Congresso Nacional (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

BRASÍLIA – A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (22) para derrubar a flexibilização da Lei da Ficha Limpa aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado.

A magistrada defendeu que as mudanças na legislação representam “patente retrocesso” e violam princípios constitucionais ligados à probidade administrativa e à moralidade pública.

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“O Supremo Tribunal atua no sentido de afastar por antijurídicos quaisquer comportamentos e atos que impeçam, dificultem ou embacem a probidade administrativa e a moralidade pública inerente ao regime republicano”, afirmou a ministra no voto.

Segundo Cármen Lúcia, “não pode participar da vida política-eleitoral quem descumpre as normas constitucionais e legais”.

Julgamento virtual

O julgamento começou nesta sexta-feira (22) em plenário virtual do STF.

Os demais ministros da Corte têm até o dia 29 de maio para apresentar os votos.

Até o momento, apenas Cármen Lúcia, relatora da ação, se manifestou no processo.

A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) foi apresentada pela Rede Sustentabilidade no mesmo dia em que a nova legislação foi sancionada, em 30 de setembro do ano passado.

O caso ficou quatro meses no gabinete da ministra antes de ser liberado para julgamento.

Regras alteradas

As mudanças aprovadas pelo Congresso alteraram a contagem do prazo de inelegibilidade para políticos condenados por órgãos colegiados.

Antes da alteração, o prazo de oito anos começava a contar após o cumprimento da pena.

Na prática, um político condenado a dez anos de prisão poderia ficar 18 anos sem disputar eleições.

Com a nova regra, o período de inelegibilidade passou a ser contado a partir da condenação, incluindo o tempo da pena no cálculo.

A legislação também limitou a 12 anos o prazo máximo de inelegibilidade em casos de condenações múltiplas.

Cármen Lúcia votou para derrubar todas as alterações promovidas na lei.

Candidaturas afetadas

A decisão do STF pode impactar diretamente candidaturas nas eleições deste ano.

Entre os nomes citados nos bastidores políticos estão Anthony Garotinho, Eduardo Cunha e José Roberto Arruda.

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