fim da escala 6x1

Flávio Bolsonaro propõe pagamento por hora como alternativa ao fim da escala 6x1

Senador defendeu flexibilização da CLT e criticou proposta do governo que reduz jornada semanal para 40 horas

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Flávio Bolsonaro propôs pagamento por hora trabalhada como alternativa ao fim da escala 6x1 defendido pelo governo
Flávio Bolsonaro propôs pagamento por hora trabalhada como alternativa ao fim da escala 6x1 defendido pelo governo (Tomaz Silva/Agência Brasil)

BRASÍLIA – O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma proposta alternativa aos projetos que preveem o fim da escala 6x1 no país.

A sugestão defendida pelo parlamentar prevê a flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir pagamento por hora trabalhada, com definição da jornada pelo próprio empregado.

Alternativa à escala 6x1

Flávio Bolsonaro discutiu a proposta com integrantes do PL durante reunião realizada nesta terça-feira (19), em Brasília.

Segundo o senador, a ideia é adaptar a legislação trabalhista às mudanças tecnológicas sem retirar direitos dos trabalhadores.

“Foi passada para nossa bancada essa sugestão, essa alternativa, que seria o trabalho remunerado pelas horas de trabalho, com a garantia de todos os direitos trabalhistas, como décimo terceiro, Fundo de Garantia [do Tempo de Serviço – FGTS], férias”, afirmou.

De acordo com Flávio, os benefícios seriam pagos proporcionalmente às horas trabalhadas.

Projeto do governo

A manifestação ocorre enquanto tramita no Congresso Nacional o projeto do governo federal que prevê o fim da escala 6x1.

O texto enviado pelo Executivo em abril propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.

A proposta conta com apoio de entidades sindicais e movimentos ligados aos trabalhadores, mas enfrenta resistência de representantes do setor empresarial.

Críticas de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro classificou a proposta do governo como “eleitoreira” e afirmou que a mudança pode provocar aumento do desemprego e do custo de vida.

“Vai gerar desemprego em massa, aumento do custo de vida e prejudicar mais os trabalhadores do que ajudar”, declarou.

Segundo o senador, o modelo de pagamento por hora permitiria maior flexibilidade para trabalhadores escolherem quanto desejam trabalhar.

Debate sobre mulheres e trabalho

Flávio Bolsonaro afirmou ainda que a proposta poderia beneficiar principalmente mulheres com filhos, ao permitir jornadas menores e mais flexíveis.

O posicionamento diverge da avaliação do governo federal, que defende o fim da escala 6x1 como medida para reduzir desigualdades e aliviar a sobrecarga enfrentada pelas mulheres.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de 2022, do IBGE, apontam que mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e cuidados de pessoas, enquanto homens dedicam 11,7 horas.

Para a secretária nacional de Articulação Nacional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, a redução da jornada pode ampliar a divisão das tarefas domésticas entre homens e mulheres.

“O cuidado tem que ser compartilhado entre homens e mulheres”, afirmou.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.