Palácio do Planalto

Mesmo de férias, Jorge Messias acompanha Lula após sinalização sobre STF

Advogado-geral da União participou de agendas com o presidente em São Paulo após Lula discutir possibilidade de reenviar seu nome ao Supremo

Ipolítica, com informações do g1

Jorge Messias acompanhou Lula em agendas após presidente avaliar reenviar seu nome ao STF
Jorge Messias acompanhou Lula em agendas após presidente avaliar reenviar seu nome ao STF (Ricardo Stuckert / Presidência da República)

BRASÍLIA – Mesmo de férias desde a semana passada, o advogado-geral da União, Jorge Messias, participa nesta terça-feira (19) de duas agendas ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Paulo.

A presença de Jorge Messias ocorre após Lula comentar com aliados a possibilidade de reenviar o nome do ministro ao Senado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Reenvio ao STF

Segundo interlocutores do governo, Lula avalia insistir na indicação de Jorge Messias mesmo diante do risco de uma nova derrota no Senado.

Messias teve o nome rejeitado pelos senadores em votação realizada neste ano, por 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Apesar disso, aliados afirmam que o advogado-geral da União acredita em uma possível reaproximação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cenário que poderia abrir caminho para uma nova aprovação.

Impasse no Senado

Atualmente, um ato normativo editado em 2010 impede que o Senado volte a analisar, no mesmo ano legislativo, o nome de uma autoridade já rejeitada pela Casa.

O atual período legislativo termina em fevereiro do próximo ano. A regra, porém, poderia ser revogada por Davi Alcolumbre.

Mesmo assim, integrantes do governo avaliam que o clima entre Lula e o presidente do Senado continua desgastado após a rejeição de Jorge Messias ao STF.

Decisão ainda não foi tomada

Assessores do Palácio do Planalto afirmam que Lula ainda não tomou decisão definitiva sobre o tema.

Caso o presidente reenvie o nome de Jorge Messias sem mudança na regra interna do Senado, a indicação só poderia ser analisada no próximo ano, já sob o comando do presidente eleito nas eleições de outubro.

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