BRASÍLIA - O vazamento de áudios e mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alcançou um nível de disseminação quase total entre o eleitorado brasileiro. Segundo a nova pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta terça-feira (19), 95,6% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento do episódio.
O levantamento, que ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio, revela que o escândalo não apenas se tornou de conhecimento público, mas também alterou a percepção de gravidade sobre o envolvimento da família Bolsonaro em crimes financeiros.
Percepção de culpa e legitimidade
De acordo com os dados, a narrativa de "perseguição política" defendida por aliados do ex-presidente encontra eco em apenas 33% da população. Em contrapartida, 54,9% dos brasileiros acreditam que o vazamento constitui evidências obtidas em uma investigação legítima sobre possíveis irregularidades.
Ainda mais grave para a imagem do senador é o fato de que 51,7% dos entrevistados enxergam nas conversas provas de envolvimento direto de Flávio Bolsonaro com as fraudes investigadas no Banco Master. Apenas 12,1% veem o caso como uma relação de proximidade sem comprovação de ilegalidade.
Danos à candidatura de 2026
O impacto eleitoral é imediato. A pesquisa questionou se a divulgação das mensagens enfraqueceu a pretensão de Flávio Bolsonaro à Presidência da República:
- Enfraqueceu muito: 45,1%.
- Enfraqueceu um pouco: 19%.
- Não afetou: 15%.
- Fortaleceu: 13,4%.
Somados, 64,1% dos brasileiros acreditam que a imagem do candidato saiu prejudicada do episódio. Além disso, 47,1% dos eleitores já afirmam que não votariam no senador de qualquer forma, e outros 13% admitem que ficaram "menos dispostos" ou "muito menos dispostos" a dar o voto a ele após o escândalo.
Resistência na base bolsonarista
Apesar do desgaste na opinião pública geral, o núcleo duro do bolsonarismo tenta blindar a candidatura. Entre os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, 84,2% defendem que Flávio deve manter sua candidatura à Presidência, enquanto apenas 12,6% sugerem que ele deveria retirar o nome e apoiar outro aliado.
Na percepção geral, contudo, o grupo político visto como o mais envolvido no esquema de fraudes financeiras do Banco Master são os aliados de Bolsonaro (43,3%), seguidos pelos aliados de Lula (32,8%) e o Centrão (7,1%).
Metodologia
A pesquisa utilizou a metodologia de Recrutamento Digital Aleatório (Atlas RDR), com margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro no TSE sob o número BR-06939/2026 garante a validade dos dados apresentados.
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