ELEIÇÕES 2026

TSE aprova regras para uso de IA nas eleições de 2026

Tribunal proibiu conteúdos gerados por inteligência artificial nas 72 horas antes da votação e vetou recomendação de candidatos por plataformas.

Ipolítica, com informações do g1

TSE aprova regras para uso de IA nas eleições de 2026 e proíbe conteúdos gerados por inteligência artificial antes da votação.
TSE aprova regras para uso de IA nas eleições de 2026 e proíbe conteúdos gerados por inteligência artificial antes da votação. (Reprodução)

BRASIL - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou novas regras para o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026. As medidas incluem a proibição da circulação de conteúdos produzidos por IA nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas após o encerramento do pleito.

As normas também impedem que plataformas de inteligência artificial, como o OpenAI ChatGPT e o Google Gemini recomendem candidatos ou ranqueiem candidaturas, mesmo quando houver solicitação dos usuários.

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Durante discurso de posse na presidência do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques afirmou que o uso desordenado da inteligência artificial representa ameaça ao processo democrático.

Regras para uso de IA nas eleições de 2026

Entre as principais medidas aprovadas pelo TSE estão:

  • Proibição de conteúdos gerados por IA nas 72 horas antes da eleição;
  • Proibição de circulação desses conteúdos nas 24 horas após a votação;
  • Obrigatoriedade de avisos informando quando o material foi criado ou alterado por IA;
  • Identificação da ferramenta utilizada na produção do conteúdo;
  • Proibição de recomendação de candidatos por plataformas de IA;
  • Vedação à criação de imagens falsas de teor sexual envolvendo candidatos;
  • Responsabilização das plataformas pela manutenção de conteúdos irregulares.

O tribunal também determinou que conteúdos patrocinados nas redes sociais deverão informar de forma clara que se tratam de publicações impulsionadas.

TSE amplia regras contra desinformação

As novas regras permitem ainda a remoção imediata, sem necessidade de ordem judicial, de conteúdos considerados ilegais pelas plataformas digitais.

Entre os casos previstos estão:

  • Ataques sem comprovação ao sistema eletrônico de votação;
  • Incentivo a atos contra o Estado Democrático de Direito;
  • Conteúdos que defendam ruptura institucional;
  • Publicações com violência política de gênero.

Outra novidade é a possibilidade de inversão do ônus da prova em casos envolvendo manipulação digital. Na prática, o responsável pelo conteúdo poderá ter que demonstrar tecnicamente que o material não foi adulterado.

Corte também veta “campeonato de cortes”

O TSE também proibiu práticas conhecidas como “campeonato de cortes”, usadas nas eleições municipais de 2024 para ampliar alcance de conteúdos políticos nas redes sociais.

A regra impede que campanhas ofereçam dinheiro, premiações ou vantagens para usuários que publiquem vídeos políticos em perfis pessoais.

A prática ganhou repercussão após ações envolvendo o empresário e influenciador Pablo Marçal durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo.

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