COMPLIANCE ZERO

Operação contra Banco Master completa seis meses com R$ 27,7 bilhões bloqueados

Investigação da PF sobre suposta fraude bilionária no Banco Master já levou à prisão de banqueiros, policiais, ex-dirigentes e aliados políticos.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Operação da PF contra o Banco Master completa seis meses com R$ 27,7 bilhões bloqueados e investigação sobre fraude bilionária.
Operação da PF contra o Banco Master completa seis meses com R$ 27,7 bilhões bloqueados e investigação sobre fraude bilionária. (Rovena Rosa/Agência Brasil)

BRASIL - A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga uma suposta fraude bilionária envolvendo o Banco Master, completou seis meses nesta segunda-feira (18). Segundo a Agência Brasil, a investigação já resultou no bloqueio de R$ 27,7 bilhões em bens de investigados, além de prisões, buscas e apreensões em diferentes estados do país.

A apuração aponta para um esquema de fabricação e negociação de carteiras de crédito sem lastro financeiro, que teria causado prejuízos bilionários ao Sistema Financeiro Nacional. O principal alvo da investigação é o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

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Desde novembro de 2025, a operação já teve seis fases e alcançou empresários, políticos, ex-dirigentes do Banco Central, policiais federais e integrantes do sistema financeiro.

PF aponta rede de influência ligada ao Banco Master

Segundo a PF, as investigações revelaram uma estrutura de influência política e institucional ligada ao Banco Master. Entre os investigados aparecem parlamentares, agentes públicos e pessoas próximas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

A operação também revelou suspeitas de:

  • lavagem de dinheiro;
  • corrupção;
  • uso de informações sigilosas;
  • coação contra desafetos;
  • compra de influência política;
  • fraudes financeiras bilionárias.

A Justiça autorizou, ao longo das seis fases, 21 prisões temporárias e preventivas, além de 116 mandados de busca e apreensão.

Prisões e bloqueios marcaram fases da operação

Na primeira fase da Compliance Zero, em novembro de 2025, Daniel Vorcaro foi preso preventivamente junto com outros executivos ligados ao Banco Master.

Na sequência das investigações, a PF passou a apurar também suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo integrantes do Banco Central e do Banco de Brasília (BRB).

Em abril deste ano, durante a quarta fase da operação, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso preventivamente. A PF suspeita que ele teria negociado o recebimento de R$ 146,5 milhões em vantagens indevidas ligadas ao esquema investigado.

Operação atingiu políticos e aliados do banqueiro

A quinta fase da investigação teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), suspeito de atuar politicamente em favor de interesses ligados ao Banco Master.

Segundo a PF, o parlamentar teria recebido vantagens financeiras e apoio indireto do grupo investigado. A operação também apura uma proposta de emenda relacionada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), apontada pelos investigadores como favorável aos interesses do banco.

Já na sexta fase, a PF avançou sobre suspeitas envolvendo uma suposta milícia privada ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. Entre os presos estavam o pai do empresário, Henrique Vorcaro, além de policiais federais suspeitos de vazamento de informações sigilosas.

Áudios com Flávio Bolsonaro ampliaram repercussão

A investigação envolvendo o Banco Master ganhou novos desdobramentos após o vazamento de áudios divulgados pelo site The Intercept Brasil.

Nas gravações, o senador Flávio Bolsonaro aparece pedindo recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O senador confirmou a autenticidade das conversas, mas negou qualquer irregularidade. Segundo ele, os recursos eram privados e destinados exclusivamente à produção audiovisual.

De acordo com a PF, parte dos recursos destinados ao filme ainda é alvo de análise dentro da investigação da Compliance Zero.

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