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Durigan defende taxação de ultrarricos e quer debate no G7

Ministro da Fazenda afirmou que o Brasil apoia ampliar a discussão sobre justiça tributária no G7 e reforçou defesa da soberania sobre minerais críticos.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Durigan defendeu taxação de ultrarricos no G7 e reforçou soberania do Brasil sobre minerais críticos durante agenda em Paris.
Durigan defendeu taxação de ultrarricos no G7 e reforçou soberania do Brasil sobre minerais críticos durante agenda em Paris. (Paulo Pinto/Agência Brasil)

BRASIL - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (18) o avanço da discussão internacional sobre a taxação de ultrarricos e afirmou que o Brasil apoia levar o tema para a agenda do G7, grupo que reúne as sete maiores economias desenvolvidas do mundo.

A declaração foi dada durante agenda em Paris, na França, onde o ministro participa de reuniões preparatórias para a cúpula do G7. No evento promovido pela revista francesa Le Grand Continent, Durigan participou de debate ao lado do economista Gabriel Zucman, um dos principais defensores da criação de um imposto mínimo global sobre bilionários.

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Eu sou muito disposto a levar esse debate porque é um debate do nosso tempo. Agora, se tiver espaço para discutir justiça tributária, eu sou o primeiro a topar”, afirmou o ministro.

Reforma tributária e taxação de ultrarricos

Durante o encontro, Durigan destacou a reforma do Imposto de Renda aprovada no Brasil em 2025, que criou uma alíquota mínima progressiva voltada aos super-ricos. Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 142 mil pessoas devem ser atingidas pela medida.

O economista Gabriel Zucman defende a criação de um imposto mínimo global de 2% sobre patrimônios superiores a US$ 100 milhões. A proposta chegou a ser debatida no G20 durante a presidência brasileira do grupo, em 2024.

Apesar do apoio brasileiro, a taxação de ultrarricos enfrenta resistência de países como os Estados Unidos. Na França, uma proposta semelhante acabou rejeitada pelo Senado.

Minerais críticos e investimentos

Na passagem por Paris, Durigan também reforçou o interesse do governo em atrair investimentos estrangeiros para o Brasil, especialmente no setor de minerais críticos.

Segundo o ministro, o país possui potencial estratégico na produção de terras raras, nióbio e grafeno, considerados fundamentais para a indústria tecnológica e a transição energética.

Os ativos brasileiros ainda me parecem interessantes, como estão ainda baratos, me parece, uma chamada para investimento no Brasil”, declarou.

Durigan também defendeu a criação de um marco regulatório capaz de garantir segurança jurídica e acelerar investimentos no setor mineral.

Guerra no Oriente Médio preocupa G7

O ministro afirmou ainda que as discussões econômicas do G7 seguem concentradas nos impactos da guerra no Oriente Médio, principalmente sobre o mercado internacional de petróleo e o fluxo no Estreito de Ormuz.

Segundo Durigan, o Brasil acompanha com atenção os efeitos da crise energética global e defende medidas para reduzir os impactos sobre os preços internos dos combustíveis.

A agenda oficial do G7 inclui debates sobre:

  • inflação global;
  • segurança energética;
  • estabilidade geopolítica;
  • transição energética;
  • tributação internacional.

Durigan permanece em Paris até terça-feira (19), quando terá reunião com o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.

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