BRASÍLIA – A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (14) Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras, intimidação e acesso ilegal a sistemas sigilosos ligados ao caso do Banco Master.
Henrique Vorcaro foi preso em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Ao todo, a PF cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo a investigação, os alvos integrariam grupos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, apontados como responsáveis por ações de vigilância, coerção, vazamento de informações e invasão de dispositivos informáticos.
Estrutura de intimidação
De acordo com a PF, “A Turma” fazia parte de uma estrutura paralela de vigilância e intimidação supostamente comandada por Daniel Vorcaro.
A expressão aparece em mensagens interceptadas entre Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão, identificado pela investigação como líder operacional do esquema e tratado pelos investigadores como “sicário” do banqueiro.
Segundo os investigadores, Henrique Vorcaro atuava como operador financeiro do grupo e também seria responsável por solicitar serviços e efetuar pagamentos aos integrantes da estrutura criminosa.
A investigação aponta que os envolvidos realizavam monitoramento clandestino, consultas ilegais a sistemas restritos e obtenção de informações protegidas por sigilo institucional.
Alvos da operação
Entre os alvos da operação estão integrantes e ex-integrantes da própria Polícia Federal. Foram atingidos pelas medidas:
- Henrique Vorcaro, alvo de prisão preventiva;
- um agente da PF, alvo de prisão preventiva;
- uma delegada da PF, alvo de busca e apreensão;
- um agente aposentado da PF, alvo de busca e apreensão.
Além das prisões e buscas, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou bloqueio e sequestro de bens, além do afastamento de cargos públicos.
Os investigados podem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, ameaça, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
Consultas ilegais
Segundo a PF, Henrique Vorcaro também teria solicitado ao grupo consultas ilegais em sistemas de forças de segurança para verificar possíveis investigações em andamento contra integrantes da organização.
O Ministério Público Federal (MPF) teria sido alvo de ao menos três ataques entre 2024 e 2025, segundo os investigadores.
A PF sustenta ainda que a estrutura funcionava como uma espécie de “braço armado” da organização criminosa investigada no caso Banco Master.
Daniel Vorcaro permanece preso em Brasília. Segundo a PF, ele é acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões.
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