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Lula defende proibição de IA nas eleições e rejeita uso em campanha

Presidente afirmou que não aceitará inteligência artificial na campanha eleitoral e defendeu restrições impostas pelo TSE.

Ipolítica, com informações do g1

Lula defendeu restrições ao uso de IA nas eleições de 2026 e afirmou que não aceitará a ferramenta em sua campanha.
Lula defendeu restrições ao uso de IA nas eleições de 2026 e afirmou que não aceitará a ferramenta em sua campanha. (Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (14), as restrições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral ao uso de inteligência artificial (IA) nas eleições de 2026 e afirmou que não aceitará o uso da tecnologia em sua campanha política.

A declaração foi dada durante a entrega de unidades do programa Minha Casa Minha Vida em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia. Lula comentou a resolução aprovada pelo TSE que limita o uso de conteúdos produzidos com IA nos dias que antecedem a votação.

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Se a gente quiser, pode fazer o ‘Lula’ artificial e fazer comício em 27 estados ao mesmo tempo. Eu estou lá, e não estou”, afirmou o presidente ao criticar o uso da tecnologia em campanhas eleitorais.

Lula critica uso de IA nas eleições

Durante o discurso, Lula disse que a inteligência artificial pode ser importante em áreas como saúde, educação e tecnologia, mas questionou o uso da ferramenta no processo eleitoral.

Segundo o presidente, as eleições devem ocorrer com candidatos “de carne e osso”, sem manipulações digitais ou conteúdos artificiais.

Na eleição, as pessoas têm que votar em uma coisa verdadeira. As pessoas não podem votar em uma mentira”, declarou.

O petista também afirmou que o uso da inteligência artificial pode favorecer a disseminação de conteúdos falsos e beneficiar pessoas que propagam desinformação durante o período eleitoral.

Regras do TSE sobre inteligência artificial

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou, em março deste ano, regras específicas para o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026.

Entre as medidas aprovadas pelo TSE estão:

  • proibição da publicação de conteúdos produzidos por IA nas 72 horas antes da votação;
  • vedação da republicação e impulsionamento pago desse tipo de material;
  • restrição válida até 24 horas após o encerramento da eleição;
  • possibilidade de remoção imediata de conteúdos irregulares.

A resolução também estabelece que plataformas de inteligência artificial não poderão priorizar, recomendar ou impulsionar candidatos, partidos ou campanhas eleitorais.

Declaração ocorreu após posse no TSE

Lula afirmou que tomou conhecimento detalhado da resolução durante a posse do ministro Nunes Marques na presidência do TSE, realizada na última terça-feira (12).

Ao comentar o tema, o presidente voltou a associar o uso indevido da inteligência artificial à criação de conteúdos falsos e manipulações políticas durante o período eleitoral.

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