STF

PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação em processo

Paulo Gonet afirma que ex-deputado ameaçou ministros do STF para tentar beneficiar Jair Bolsonaro

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

PGR pediu ao STF a condenação de Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo
PGR pediu ao STF a condenação de Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo (Mário Agra / Câmara dos Deputados)

BRASÍLIA – A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (11) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo.

O pedido foi apresentado nas alegações finais enviadas ao Supremo pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Acusação da PGR

Segundo a acusação, Eduardo Bolsonaro atuou junto ao governo dos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.

De acordo com a PGR, o ex-parlamentar utilizou redes sociais e entrevistas para defender sanções contra ministros do STF e integrantes do governo brasileiro, além de apoiar medidas como tarifas sobre exportações brasileiras e suspensão de vistos.

Nas alegações finais, Paulo Gonet afirmou que Eduardo buscou constranger autoridades responsáveis pelo julgamento da ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado.

“Comprovou-se que o réu deliberadamente se utilizou de graves ameaças contra as autoridades responsáveis pelo julgamento”, afirmou o procurador-geral.

A PGR também sustenta que as ações atribuídas ao ex-deputado provocaram impactos econômicos ao Brasil, atingindo setores produtivos afetados pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos.

Investigação e defesa

O STF aceitou a denúncia contra Eduardo Bolsonaro em novembro do ano passado.

O inquérito apurou a atuação do então deputado junto ao governo norte-americano para defender medidas contra autoridades brasileiras.

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos. Ele perdeu o mandato parlamentar após faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Durante a tramitação do processo, o ex-deputado não constituiu advogado particular e foi representado pela Defensoria Pública da União.

A defesa argumentou que as declarações do parlamentar estariam protegidas pela imunidade parlamentar.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.