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Diretor-geral da PF nega operações para pressionar investigados

Andrei Rodrigues afirmou que Polícia Federal não realiza ações para forçar delações após operação atingir senador Ciro Nogueira.

Ipolítica, com informações de O Globo

Diretor-geral da PF afirma que corporação não realiza operações para pressionar investigados em acordos de delação.
Diretor-geral da PF afirma que corporação não realiza operações para pressionar investigados em acordos de delação. (Andressa Anholete/Agência Senado)

BRASIL - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (8) que a corporação não realiza operações com o objetivo de pressionar investigados ou estimular acordos de delação premiada.

A declaração foi dada um dia após a operação da PF que teve como alvo o senador Ciro Nogueira, investigado no âmbito do caso Master, que apura suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

PF rebate especulações sobre pressão em delação

A operação provocou repercussão no meio político e levantou especulações de que a ação poderia servir como forma de pressionar Vorcaro a ampliar uma eventual colaboração premiada.

Ao comentar o assunto, Andrei Rodrigues negou qualquer intenção da PF de utilizar operações como instrumento de pressão.

Nós não fazemos nenhuma ação pensando em pressionar ou deixar de pressionar para obter outro resultado”, afirmou o diretor-geral da PF.

Segundo Rodrigues, acordos de delação seguem critérios legais e dependem do cumprimento de exigências previstas na legislação.

PF diz desconhecer termos de eventual delação

Durante a entrevista, Andrei Rodrigues também afirmou que desconhece os termos de uma possível delação envolvendo Daniel Vorcaro.

De acordo com o diretor-geral, qualquer acordo precisa passar por etapas formais de validação junto à Polícia Federal, Ministério Público Federal e Poder Judiciário.

A delação segue um rito legal, ela tem ali todos os elementos necessários para ser válida”, declarou.

Operação atingiu senador Ciro Nogueira

Na quinta-feira (7), a Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master.

Entre os alvos da ação estava o senador Ciro Nogueira, suspeito de receber vantagens indevidas do banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação também apura possíveis articulações políticas em favor de interesses do banco.

A operação ampliou a pressão sobre investigados ligados ao caso Master e aumentou a expectativa sobre uma possível colaboração premiada de Vorcaro junto às autoridades.

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