BRASIL - A Polícia Federal identificou mensagens em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro cobra o primo, Felipe Vorcaro, sobre supostos pagamentos destinados ao senador Ciro Nogueira. As conversas fazem parte da investigação conduzida pela PF e mencionam atraso nos repasses e aumento dos valores pagos a uma estrutura supostamente ligada ao parlamentar.
Segundo as informações obtidas pela investigação, os diálogos foram trocados em janeiro de 2025. Em uma das mensagens, Felipe Vorcaro teria procurado o primo para tratar do aumento dos pagamentos ao parceiro identificado como “BRGD”, referência que, segundo a PF, estaria relacionada a uma empresa usada para o suposto recebimento de propinas.
Mensagens citam atraso em pagamentos
De acordo com a investigação, Felipe relatou dificuldades para manter os pagamentos e pediu para conversar com Daniel Vorcaro. Em resposta, o ex-banqueiro afirmou que estava na Venezuela e escreveu:
“Resolve isso pra mim. Eu ponho dinheiro depois”.
Na sequência, veio a mensagem que chamou a atenção dos investigadores:
“Cara eu no meio dessa guerra atrasou dois meses Ciro”.
Felipe então respondeu que tentaria resolver a situação e perguntou se os repasses continuariam no valor de R$ 500 mil ou retornariam ao patamar anterior de R$ 300 mil.
PF cita outro diálogo sobre repasses
Ao solicitar a prisão de Felipe Vorcaro, a Polícia Federal também anexou outro diálogo, datado de junho de 2024. Na conversa, Felipe pergunta se deveria continuar enviando recursos ao “pessoal da BRGD”.
Segundo a PF, Daniel Vorcaro respondeu afirmando que os pagamentos deveriam continuar e classificou os repasses como “muito importantes”.
Defesa de Ciro Nogueira nega recebimentos
A defesa de Ciro Nogueira negou que o parlamentar tenha recebido qualquer valor citado na investigação. Os advogados afirmaram ainda que o senador irá prestar os esclarecimentos necessários sobre os fatos apurados pela Polícia Federal.
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