BRASÍLIA – Ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniram nessa quarta-feira (6) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
Os encontros ocorreram na residência oficial de Alcolumbre, em Brasília, e foram interpretados por aliados como um movimento de reaproximação entre o governo e o comando do Senado.
Reuniões no Senado
Em agendas separadas, Alcolumbre recebeu o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães.
Segundo José Múcio, a conversa tratou principalmente de temas ligados ao Ministério da Defesa, mas ele também defendeu uma retomada do diálogo político entre o governo e o Senado.
Tentativa de pacificação
“O meu perfil é sempre pela pacificação. A tendência é que o Senado e o governo se deem bem, para o bem do Brasil”, afirmou Múcio.
Apesar do gesto político, aliados do Palácio do Planalto afirmam que, por enquanto, não há previsão de conversa direta entre Lula e Alcolumbre.
Comunicação por interlocutores
A interlocução entre o presidente da República e o presidente do Senado deve continuar sendo feita por ministros e líderes governistas no Congresso.
Entre os nomes citados como principais canais de diálogo estão José Guimarães e o senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso.
Derrota histórica no Senado
No dia 29 de abril, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF por 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção.
Foi a primeira vez desde 1894 que o Senado Federal rejeitou um indicado da Presidência da República para o Supremo Tribunal Federal.
Novo nome para o STF
Com a rejeição, a indicação foi arquivada e Lula precisará encaminhar um novo nome para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
Segundo relatos de aliados, o presidente pretende fazer uma nova indicação ainda durante o atual mandato e não pretende deixar a escolha para o próximo governo.
Prioridades do governo
Mesmo após o desgaste político, o governo tenta manter diálogo com o Congresso para avançar em pautas consideradas prioritárias antes das eleições de outubro.
Entre os temas defendidos pelo Planalto estão a discussão sobre o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública.
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