BRASÍLIA – O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, é um dos alvos da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (7).
Ao todo, policiais federais cumprem um mandado de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mandados e bloqueios
As medidas são cumpridas no Distrito Federal e nos estados do Piauí, São Paulo e Minas Gerais.
Além das buscas, a decisão do STF determinou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões.
Investigação da PF
Segundo a Polícia Federal, a operação busca aprofundar investigações sobre um suposto esquema envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
A operação é um desdobramento das fases anteriores da Compliance Zero, que investiga suspeitas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Nota da defesa
Em nota divulgada nesta quinta-feira, a defesa de Ciro Nogueira afirmou repudiar “qualquer ilação de ilicitude” envolvendo a atuação parlamentar do senador.
Os advogados também disseram que o parlamentar está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e negaram participação em atividades ilegais investigadas pela PF.
“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, afirma.
Críticas às medidas
A defesa ainda criticou o uso de medidas consideradas invasivas com base em troca de mensagens entre terceiros.
Segundo os advogados, o tema deverá ser debatido futuramente pelas Cortes Superiores, assim como ocorreu em discussões envolvendo delações premiadas.
Operação Compliance Zero
Na quarta fase da operação, deflagrada em abril deste ano, foram presos o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro.
As investigações apontam que ambos fariam parte de um suposto esquema montado por Daniel Vorcaro.
Histórico da investigação
Nas quatro primeiras fases da operação, a Polícia Federal cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em diferentes estados.
Também foram determinados bloqueios patrimoniais que ultrapassam R$ 27 bilhões, além do afastamento de investigados de funções públicas.
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