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STF proíbe penduricalhos e reforça regras de transparência no serviço público

Ministros determinam que pagamentos fora do teto e sem previsão legal sejam suspensos e exigem divulgação detalhada de remunerações mensais.

Ipolítica, com informações de O Globo

Atualizada em 06/05/2026 às 17h33
STF proíbe penduricalhos e exige transparência nos salários do funcionalismo, com responsabilização de gestores por pagamentos irregulares.
STF proíbe penduricalhos e exige transparência nos salários do funcionalismo, com responsabilização de gestores por pagamentos irregulares. (Rosinei Coutinho/SCO/STF e Gustavo Moreno /STF)

BRASIL - A decisão do STF proíbe penduricalhos e reforça medidas de transparência no serviço público em todo o país. Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes reiteraram, nesta quarta-feira (6), que está vedada a criação ou pagamento de verbas indenizatórias não previstas em decisão anterior da Corte.

A determinação ocorre após reportagens indicarem a criação de novos benefícios por órgãos públicos. Segundo os magistrados, apenas parcelas expressamente autorizadas pelo Supremo podem ser mantidas.

STF proíbe penduricalhos e amplia fiscalização

No despacho, o ministro Flávio Dino destacou que a proibição é ampla e inclui qualquer tipo de pagamento adicional, mesmo que tenha sido criado após o julgamento do Supremo realizado em março de 2026.

A decisão reforça que:

  • Não podem ser criadas novas verbas indenizatórias sem autorização do STF;
  • Pagamentos fora das regras devem ser imediatamente suspensos;
  • Gestores que descumprirem a determinação poderão ser responsabilizados.

Além disso, a medida alcança diferentes órgãos e carreiras do funcionalismo público.

Responsabilização por pagamentos irregulares

O STF também estabeleceu punições para casos de descumprimento. De acordo com Dino, gestores que autorizarem pagamentos considerados irregulares poderão responder nas esferas:

  • Penal
  • Civil
  • Administrativa

A notificação foi encaminhada a diversas autoridades, incluindo presidentes de tribunais, procuradores, advogados públicos e defensores.

Transparência passa a ser obrigatória

Outro ponto central da decisão é a exigência de maior transparência. Órgãos públicos deverão divulgar mensalmente, em seus sites, os valores pagos a cada membro, com detalhamento completo das remunerações.

A determinação inclui:

  • Publicação individualizada dos salários;
  • Detalhamento de cada rubrica recebida;
  • Atualização periódica das informações.

Segundo o ministro, divergências entre valores divulgados e pagos também poderão gerar responsabilização.

O que continua permitido após decisão do STF

Apesar de o STF proibir penduricalhos, algumas verbas seguem autorizadas até a regulamentação por lei. Entre elas:

  • Adicional por tempo de serviço (até 35%);
  • Diárias;
  • Ajuda de custo por mudança de domicílio;
  • Gratificação por exercício em áreas de difícil provimento;
  • Indenização de férias não gozadas (limitada);
  • Pagamentos retroativos reconhecidos.

Entenda o contexto da decisão

Em março deste ano, o Supremo já havia declarado inconstitucionais diversos pagamentos extras baseados em decisões administrativas ou leis estaduais. A nova manifestação reforça o entendimento da Corte e amplia o controle sobre possíveis irregularidades.

Com isso, o STF proíbe penduricalhos de forma mais rigorosa e impõe regras claras para evitar distorções salariais no funcionalismo público.

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