Polícia desmonta esquema milionário do “Tigrinho” com alvos no MA; esquema teria movimentado cerca de R$ 11 milhões
A investigação começou em 2024, com uma apreensão em Brazlândia, e revelou uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas e movimentações financeiras ilícitas.
BRASÍLIA – A Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) deflagrou, nesta terça-feira (5), uma operação interestadual contra um grupo investigado por fraudes em plataformas de apostas virtuais, especialmente no chamado “Jogo do Tigrinho”. Além do Distrito Federal, a ação cumpre mandados no Maranhão e em outros cinco estados.
Ao todo, foram expedidos oito mandados de busca e apreensão contra nove investigados nos estados de Goiás, São Paulo, Maranhão, Paraíba, Rio de Janeiro e Bahia. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 11 milhões em contas ligadas aos suspeitos.
Como funcionava o esquema
Segundo a investigação, o grupo utilizava contas de demonstração para simular ganhos em apostas e atrair vítimas por meio das redes sociais. Influenciadores digitais divulgavam supostos lucros e direcionavam seguidores para links manipulados.
De acordo com a polícia, os valores depositados pelas vítimas eram desviados sem que as apostas fossem efetivamente realizadas. O esquema também utilizava ferramentas para ocultar a identidade dos envolvidos, como proxies e contas registradas em nome de terceiros.
Investigação
As apurações começaram após uma busca realizada em julho de 2024 na casa de um influenciador digital em Brazlândia, no Distrito Federal. A partir da análise do material apreendido, a polícia identificou uma estrutura interestadual organizada.
Ainda segundo a investigação, havia divisão de tarefas entre os integrantes, incluindo responsáveis pelo recrutamento de pessoas, criação de contas e ligação com plataformas estrangeiras.
Movimentação financeira
A Polícia Civil aponta que o grupo movimentou cerca de R$ 11 milhões oriundos das atividades investigadas. Um dos alvos apresentou média diária de R$ 48 mil em transações financeiras, segundo os investigadores.
A suspeita é de que os recursos tenham sido lavados para dificultar o rastreamento das movimentações financeiras e da origem do dinheiro.
Mandados no Maranhão
No Maranhão, os mandados são cumpridos com apoio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), em São Luís, além do Grupo de Resposta Tática (GRT) da Polícia Civil do Maranhão.
Também participam da operação equipes das polícias civis da Bahia, Paraíba e Goiás, em apoio ao cumprimento das ordens judiciais expedidas no âmbito da investigação conduzida pela PC-DF.
Os investigados poderão responder por organização criminosa e estelionato. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
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