Fim da escala 6x1

Motta defende redução da jornada para 40 horas semanais

Presidente da Câmara afirmou que Congresso deve definir ainda neste mês tamanho da redução da jornada de trabalho

Ipolítica, com informações do g1

Motta defende redução da jornada para 40 horas
Motta defende redução da jornada para 40 horas (Lula Marques / Agência Brasil)

BRASÍLIA – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais durante entrevista concedida nesta terça-feira (6).

A discussão faz parte do debate sobre o fim da escala 6x1 e deve ganhar espaço no Congresso Nacional ao longo deste mês, segundo o parlamentar.

Debate no Congresso

Motta afirmou que a Câmara deve avançar nas próximas semanas na definição sobre o tamanho da redução da jornada de trabalho.

“Eu penso que ao longo desse mês nós vamos ter posições mais precisas acerca, primeiro, do tamanho dessa redução”, afirmou o presidente da Câmara.

Escala 6x1

O debate sobre a redução da carga horária está ligado às propostas que tratam do fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos para ter um dia de descanso.

Atualmente, a legislação brasileira estabelece jornada semanal máxima de 44 horas.

Propostas em análise

O tema está sendo discutido em comissão especial da Câmara, que analisa duas propostas de emenda à Constituição (PECs) e um projeto de lei enviado pelo governo federal.

Uma das PECs, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê jornada de quatro dias por semana. Já outra proposta, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz a carga semanal para 36 horas.

Projeto do governo

Além das PECs, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou um projeto de lei que prevê redução da jornada para 40 horas semanais e diminuição da escala de trabalho de seis para cinco dias.

Segundo Motta, a tramitação por meio de PEC permite um debate mais amplo dentro da comissão especial antes da votação em plenário.

Cronograma

O presidente da Câmara elogiou o cronograma estabelecido pela comissão especial, que prevê votação do tema no colegiado até o dia 26 de maio.

A expectativa é que a proposta avance para análise do plenário ainda neste mês, antes do início mais intenso das discussões ligadas às eleições de outubro.

Próximos passos

Após passar pela comissão especial, o texto ainda precisará ser analisado pelo plenário da Câmara e, se aprovado, seguirá para o Senado Federal.

O projeto do governo tramita em regime de urgência e pode passar a trancar a pauta da Câmara a partir do fim de maio, caso não seja votado até lá.

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